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  • 21jul

    FOLHA.COM

    O Instituto Nacional de Cardiologia, no Rio, realizou, pela primeira vez no país, um tratamento experimental indicado para pacientes que tiveram infarto e sofrem com insuficiência cardíaca grave.

    A novidade é a colocação de um implante chamado Parachute, que tem mesmo o formato de um paraquedas, no coração.

    O dispositivo ainda não foi aprovado no país e só pode ser usado em protocolos de pesquisa.

    Colocado no ventrículo esquerdo (principal câmara do coração, que bombeia sangue para todo o corpo), o dispositivo “isola” a parte do órgão que sofreu o infarto.

    “O implante substitui a área ‘inútil’ e ajuda a bombear o sangue. Funciona como se fosse um joão-bobo; o sangue bate e volta”, explica Alexandre Abizaid, diretor do Centro de Cardiologia Invasiva do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, que não esteve envolvido na cirurgia.

    O procedimento foi feito no mês passado, em parceria com a Case Western Reserve University, dos EUA.

    Editoria de Arte/Folhapress
    Implante
    Implante

    Segundo Jacqueline Miranda, coordenadora do setor de Insuficiência Cardíaca e Transplantes do Instituto Nacional de Cardiologia, o implante também pode impedir que o coração cresça, mude de formato e perca sua função, algo que pode ocorrer em casos de infarto.

    Um estudo com os cem primeiros pacientes que tiveram o Parachute implantado foi apresentado este ano no encontro do American College of Cardiology.

    Após seis meses, a taxa de sucesso foi de 95%; 80% dos pacientes melhoraram ou mantiveram a função cardíaca e 20% passaram por reinternações.

    Para Abizaid, o implante é promissor. “Não é curativo nem é a solução que vai diminuir a mortalidade dramaticamente. Mas dá qualidade de vida. Os sintomas da insuficiência cardíaca são muito limitantes. Pacientes em estado grave acabam entrando na fila de transplante.”

    Leopoldo Piegas, cardiologista do HCor (Hospital do Coração), afirma que ainda é cedo para apontar a segurança e a eficácia do dispositivo.

    “Apesar de o dispositivo ser interessante, são necessários mais casos e um tempo maior de acompanhamento.”

    CASO BRASILEIRO

    Foram, ao todo, três infartos: um há quatro meses, outro 12 anos atrás e o primeiro há 35 anos.

    Não à toa o aposentado Octacílio Gonçalves Correia, 66, de São João de Meriti (RJ), vive incomodado com a falta de ar e o cansaço constantes, sintomas da insuficiência cardíaca.

    No mês passado, ele recebeu o novo implante, no Instituto Nacional de Cardiologia. O aposentado, que é diabético, também já tinha feito uma cirurgia para colocar um marca-passo.

    “A melhora tem vindo aos poucos. Antes, minha rotina era de cervejada, costelinha de porco. Agora tudo isso acabou. Vou me cuidar e ficar mais quietinho em casa, aguardando a recuperação.” 

    Luiz Guilherme Fernandes/Divulgação
    Octacílio Gonçalves Correia, 66, de São Joao de Meriti (RJ), fez cirurgia inédita no país com implante contra infarto.
    Octacílio Gonçalves Correia, 66, de São Joao de Meriti (RJ), fez cirurgia inédita no país com implante contra infarto.

    Publicado por jagostinho @ 18:57



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