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  • 27jul

    INTERNET

    TALITA BOROS VOITCH, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO

    A internet se transformou – desde a primeira campanha de Barack Obama à Casa Branca em 2008 – em uma das principais plataformas de militância política.

    Para cair no gosto dos 102,3 milhões brasileiros com acesso à rede, os principais candidatos à Presidência investem em ferramentas de interação on-line para alavancar votos e subir a rampa do Palácio do Planalto em 2015.

    Dilma Rouseff (PT) é a candidata que mais aposta na interatividade. Em sua página na internet, a petista oferece pelo menos seis canais diferentes de contato participativo, entre eles o #Rousselfie, onde os eleitores podem enviar “selfies” com a presidente para aparecerem no site.

    No site de Aécio Neves (PSDB), os internautas podem dar “check-ins” pelo Facebook para aparecer no mapa de caminhada do tucano pelo Brasil, além de enviar fotos e vídeos com reivindicações para serem publicados na página.

    Já Eduardo Campos (PSB) aposta em uma iniciativa pouco convencional. No site dele, o internauta pode baixar um aplicativo que libera o uso de conta no Twitter do eleitor para a divulgação automática de conteúdos da campanha.

    “Os posts terão sempre conteúdos positivos, sem ataques a adversários”, diz o texto de apresentação da ferramenta.

    Os candidatos também mantêm ativos seus perfis nas redes sociais com postagens de vídeos, mensagens, agenda e propostas.

    No Twitter, Dilma é líder com mais de 2,6 milhões de seguidores, contra cerca de 52 mil de Aécio e 37 mil de Campos.

    A estratégia virtual do PT no Twitter se fortaleceu após os protestos de junho do ano passado. A presidente reativou sua conta em setembro e estreitou ainda mais a relação com internautas.

    O partido tem investido muito na web, inclusive com treinamentos e oficinas de redes sociais para a militância do partido.

    Aécio inaugurou sua conta no Twitter há apenas duas semanas e foi o último dos principais candidatos a aderir à rede social.

    Já no Facebook, Campos é o candidato mais popular. O pernambucano está próximo de atingir a marca de 1 milhão de fãs, ante 984 mil do candidato tucano e 815 mil de Dilma.

    Campos também conta com a popularidade de sua vice Marina Silva. Ela tem mais de 751 mil curtidas em sua página do Facebook e cerca de 870 mil seguidores no Twitter.

    Mais votos

    Para o advogado Alexandre Pacheco, pesquisador do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV – Direito São Paulo, quando o candidato amplia os canais de contato com eleitores cria um senso de importância para as pessoas.

    “Isso estava perdido até a chegada da internet nas campanhas. O eleitor se sente parte e coloca no seu círculo social os temas e ideias do candidato”, afirma Pacheco.

    Na opinião de Ana Luiz Mano, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP, a troca de experiências e opiniões na internet estimula os eleitores.

    “Essa interação proposta por alguns candidatos faz com que as pessoas se sintam próximas e ouvidas. É um aspecto bastante vantajoso para a campanha”, diz a psicóloga.

    No Paraná

    As páginas dos candidatos ao governo do Paraná praticamente ignoram a interação com eleitores.

    O site de Beto Richa (PSDB) tem um link de “Fotos com você”, que em princípio abre a possibilidade de os internautas enviarem imagens ao lado do atual governador.

    Ao clicá-lo, o internauta é direcionado a álbuns de eventos no Facebook que o tucano esteve presente desde o começo de julho.

    No site de Roberto Requião (PMDB), a única interação possível é o envio de mensagens de apoio à candidatura.

    Gleisi Hoffmann (PT) ainda não tem página na internet.

    Número de seguidores não é sinônimo de eleitores

    Candidatos populares nas redes sociais não se tornarão, necessariamente, um sucesso nas urnas.

    Alexandre Pacheco, pesquisador do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV – Direito São Paulo, afirma que o seguidor é alguém interessado no que o candidato tem a dizer, mas não é fundamentalmente um eleitor.

    “O seguidor pode ser alguém que discorde de todas as ideias do candidato. Presume-se que a maioria concorde ou admire aquele perfil, mas pode ser uma pessoa interessada no que o candidato tem a dizer, mesmo discordando daquilo”, afirma Pacheco.

    Segundo o pesquisador, a maioria dos internautas já têm opiniões pré-concebidas sobre a maioria dos partidos e políticos e a atividade virtual dos candidatos dificilmente consegue mudar isso.

    “A quantidade de pessoas que curtem um meme, por exemplo, é mais significativo do que simplesmente contar o número de seguidores de um candidato. Analisar a relação entre a mensagem do meme e a reação das pessoas pode ser bastante importante”, diz Pacheco.

    Publicado por jagostinho @ 12:11



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