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  • 01ago

    GAZETA DO POVO/AMANDA AUDI

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    O Tribunal de Contas do Paraná (TC) tornou público ontem que irá investigar, por nepotismo e tráfico de influência, dois dirigentes da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) – entidade que comanda uma campanha pela aprovação, na Assembleia Legislativa, de um projeto de lei que reduz os poderes de fiscalização e de punição do TC sobre prefeituras.

    Os prefeitos, comandados pela AMP, teriam o compromisso da Assembleia de que o projeto começa a tramitar já na semana que vem, quando termina o recesso legislativo.

    O conselheiro do TC Nestor Baptista afirmou, durante a sessão de ontem do plenário do tribunal, que o presidente da AMP, Luiz Lázaro Sorvos, nomeou a própria mulher como controladora interna do município de Nova Olímpia – onde ele é prefeito.

    Ângela Silvana Zalpa foi a terceira aprovada em um concurso municipal para o cargo e tomou posse em 2007.

    Ao comunicar a nomeação ao TC, Sorvos teria omitido a informação do grau de parentesco.

    O tribunal determinou a realização de uma inspeção em Nova Olímpia para verificar se o ato seria caracterizado como nepotismo – e, portanto, ilegal.

    A informação chegou ao TC por uma denúncia protocolada na corregedoria-geral do órgão.

    Suspeita

    Baptista também afirmou ontem que o assessor jurídico da AMP, Júlio Henrichs, é suspeito de tráfico de influência.

    Ele teria firmado contratos de prestação de serviços jurídicos com 63 prefeituras do estado por meio do escritório Henrichs & Henrichs Advogados e com a Henrichs Assessoria e Consultoria Previdenciária (Hacpetc).

    Os contratos somam R$ 16,9 milhões.

    Segundo o conselheiro do TC, o assessor jurídico é suspeito de usar sua influência na AMP para favorecer os próprios empreendimentos.

    “Ele [Henrichs] usa seu cargo para pressionar prefeitos e Câmaras de Vereadores”, acusou Baptista.

    Pelo menos duas prefeituras para as quais Henrichs presta serviços tiveram contas julgadas irregulares nos últimos anos e receberam multas.

    Em Foz do Iguaçu a sanção foi de cerca de R$ 150 mil por falhas no repasse de impostos. Nova Aurora foi multada em R$ 67 mil.

    As duas acusações foram citadas no momento em que o TC negou, ontem, o pedido de emissão de certidão liberatória para Nova Olímpia, comandada pelo presidente da AMP.

    De acordo com o tribunal, a prefeitura não encaminha relatórios mensais de prestação de contas desde março de 2013.

    Sem a certidão liberatória, o município é impedido de receber transferências ou verbas estaduais e federais por convênios.

    Em sua fala, Baptista negou que tenha tido interesse de denunciar os casos pouco antes de os deputados começarem a analisar o projeto de lei apoiado pelos prefeitos e pela AMP.

    “Falo sem motivação política. Não é diminuir o poder do TC, mas sim o de fiscalização da administração pública”, disse sobre o projeto.

    Outro lado

    Júlio Henrichs disse que os contratos citados por Baptista foram realizados em 2006 e 2007 e que, em sua maioria, tratavam da revisão dos coeficientes de repasses do Fundo de Participação dos Muncípios (FPM) já que havia discrepância na distribuição dos recursos às prefeituras.

    Segundo ele, na maioria dos casos não houve pagamentos por serem contratos para proposição de ações judiciais que ainda estão em trâmite.

    Ele ainda disse que os serviços contratos foram devidamente prestados a todos os municípios e que não tem receio nenhum quanto a sua legalidade.

    Henrichs ainda disse causar estranheza a denúncia ter sido divulgada neste momento.

    “Deve ter viés de retaliação em razão da discussão da lei, já que participei da comissão que tratou do assunto na Assembleia”, disse.

    “Cabe lembrar que estou só fazendo o meu trabalho como assessor jurídico da AMP em prol da causa dos prefeitos, que me parece muito justa para quem efetivamente conhece bem como funciona as decisões do próprio conselheiro que solicitou as diligências.”

    Luiz Sorvos, que estava em viagem à Argentina, foi procurado para comentar as acusações.

    Mas, até o fechamento da edição, ele ainda não havia dado retorno à reportagem. A AMP deve se pronunciar hoje sobre o caso.

    Publicado por jagostinho @ 12:11



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