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  • 07ago

    TRIBUNA DO PARANÁ

    MANCHA NO POSTAL

                                                                                             MANCHA

    Quem visita o Jardim Botânico dificilmente não repara na estrutura em formato de semicírculo localizada exatamente atrás da grande estufa de metal, um dos símbolos de Curitiba.
    Trata-se do Centro Cultural Frans Krajcberg, que está fechado há pelo menos quatro anos devido a um impasse jurídico entre a prefeitura e o artista plástico polonês, naturalizado brasileiro, que dá nome ao local.

    O lugar, que era uma antiga estufa do Jardim Botânico, foi oficialmente criado em 2003 por um decreto municipal, que determinava que o espaço seria destinado exclusivamente a 110 peças de Krajcberg.

    O acordo ainda exigia que a conservação das peças ficaria a cargo da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e que o restauro só poderia ser feito pelo próprio artista.

    Em 2005, a FCC identificou que o espaço necessitava de estrutura melhor para abrigar as obras de Krajcberg, que eram forjadas a partir de matéria orgânica, como folhas e cascas de árvores.

    No ano seguinte, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) emitiu um laudo orientando para que o local fosse climatizado. O documento também aconselhava um restauro das peças. Em 2008, a FCC conseguiu a liberação de cerca de R$ 600 mil para a restauração e readequação do espaço.

    No entanto, segundo a FCC, o artista não aceitou as condições do restauro. O espaço foi fechado em 2009 e as 110 peças de Krajcberg foram recolhidas pela prefeitura.

    Desde então, o Centro Cultural Frans Krajcberg está abandonado às moscas. Na parte interna há muita sujeira. As estruturas elétrica e hidráulica estão destruídas.

    Há pelo menos três pedaços do telhado que estão danificados e a estrutura de poliuretano está em péssimo estado de conservação.

    A dona de casa Sueli Maria de Freitas mora na região do Jardim Botânico há quinze anos e se recorda da época em que o espaço permanecia aberto ao público.

    “Eu vinha passear no parque e sempre que dava entrava no centro cultural. Era um lugar legal e calmo de ir, com obras muito bonitas”, relembra.

    No entanto, Dona Sueli afirma não entender como o local que recebia obras de arte se tornou um espaço completamente abandonado.

    “De repente, estava passando por aqui e percebi que estava tudo fechado. É uma pena, porque se trata de um local muito grande, num dos cartões-postais da cidade. Tinha que ter alguma coisa aqui bacana aqui pros turistas”, ressalta.

    O casal Paulo Antônio Ribeiro e Márcia Regina de Oliveira, de Mafra (SC), estava levando o filho Pedro para conhecer o Jardim Botânico e tentava explicar porque o espaço estava fechado.

    “Primeiro achamos que era uma estufa, mas depois percebemos que era uma estrutura abandonada. Meu filho queria entrar, mas estava fechado. É realmente um desperdício de espaço. Aqui poderia ter banheiros, bares e lojas, tipo uma estrutura de apoio aos turistas”, afirma Paulo.

    Decisão judicial

    Por meio de nota, a FCC informou que o espaço foi criado especialmente para receber as obras de Frans Krajcberg e, pelo Decreto 381 de 2003, qualquer atividade realizada no local depende da anuência do artista.

    O órgão também afirma que, em 2010, Krajcberg moveu ação pedindo a devolução das obras – que a Justiça indeferiu – e o envio delas ao seu ateliê, em Nova Viçosa (Bahia), para restauro, que deveria ser feito até agosto de 2012.

    Vencido o prazo, segundo a nota, o artista plástico entrou com nova ação, alegando que não havia sido remunerado para realizar o restauro.

    Como a ação continua em trâmite, a FCC ressalta no texto que aguarda decisão judicial para elaborar projetos visando a intervenção no espaço, a fim de abrigar as obras restauradas.

    Publicado por jagostinho @ 10:47



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