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  • 31ago

    UCHO.INFO

    Alberto Youssef, doleiro preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, e Carlos Alberto Pereira da Costa, réu no mesmo processo, foram levados, nesta sexta-feira (29), para prestar na Justiça Federal, em Curitiba.

    alberto_youssef_02Youssef e Costa foram arguidos pelo juiz federal Sérgio Moro sobre as denúncias envolvendo o “laboratório-lavanderia” Labogen, criado especificamente para lesar a União através do Ministério da Saúde.

    A audiência estava marcada para as 10 horas, mas os acusados, que estão presos na carceragem da PF, em Curitiba, chegaram com quinze minutos de atraso.

    Como já era esperado, o doleiro permaneceu em silêncio na audiência, até porque qualquer declaração pode piorar sobremaneira sua situação, uma vez que a PF e o Ministério Público Federal continuam avançando nas investigações, apesar de muitos crimes ainda permanecerem longe da mira das autoridades.

    O advogado de Carlos Alberto da Costa disse que seu cliente colabora espontaneamente com a Justiça e que respondeu a todas as perguntas formuladas pelo juiz Moro.

    De acordo com a defesa, Costa era procurador e administrador da GFD Investimentos, empresa suspeita de lavar dinheiro do esquema comandado por Youssef, que, segundo a PF, o tinha como braço direito na rede criminosa.

     Primeiros passos

    jose_janene_07Como vem afirmando oucho.info, em linguagem figurada, as autoridades apenas arrombaram a porta do pardieiro de Alberto Youssef, que no em tempos outros tinha como sócio e parceiro o finado José Janene, que passou para a história com o “Xeique do Mensalão”.

    No momento em que, vencida a porta arrombada, a investigação começar a trilhar as pegadas dos criminosos, a Operação Lava-Jato certamente há de subir a rampa do Palácio do Planalto.

    Muito estranhamente, diversos políticos ainda não foram incomodados pela PF ou chamados para depor no processo que investiga a Operação Lava-Jato e seus desdobramentos.

    Como afirmou o ucho.info em matéria anterior, um escritório de Youssef localizado na Avenida São Gabriel, no bairro Itaim Bibi, Zona Sul da capital paulista, funcionava como central de pagamento a políticos.

    A existência do tal escritório, denunciada por este site, foi confirmada no depoimento prestado por Carlos Alberto da Costa, como é possível conferir na imagem abaixo.

    carlosalberto_costa_03

    No tal escritório era grande a peregrinação de políticos de vários estados brasileiros que iam até o local para buscar dinheiro ou acertar recebimentos.

    Lá também eram combinadas as bases do fundo de investimentos criado por Youssef para atrair recursos de prefeituras.

    Se a Polícia Federal cobrar da administração do prédio a lista de visitantes e as imagens das câmeras de segurança, por certo o Congresso Nacional ficará sem funcionar por pelo menos duas semanas em função de falta de quorum.

    carlosalberto_costa_02

    Correndo solto

    nabil_harajli_06Não se pode negar que a PF e o Ministério Público Federal, com o apoio imprescindível do juiz Sérgio Moro, agiram de forma cautelosa e cirúrgica para desmantelar o esquema criminoso que por certo movimentou muito mais do que os R$ 10 bilhões anunciados até então, mas ainda há muitas pessoas soltas ao redor do mundo sem que até agora tenham sido incomodadas.

    Em determinada rede social, usada basicamente para relações profissionais, Carlos Alberto da Costa aparece no perfil de um usuário que atende pelo nome de Nabil Harajli, que como o próprio nome mostra é de origem árabe, assim como era José Janene.

    Atuando profissionalmente em Detroit e região, nos Estados Unidos, como destaca em seu perfil, Harajli era assíduo frequentador da casa de Janene, em Londrina, onde conheceu e passou a conviver com Alberto Youssef.

    A afirmação é do empresário Hermes Magnus, que juntamente com o editor do ucho.info denunciou o esquema criminoso que levou à Operação Lava-Jato.

    Nabil Harajli comparecia com certa insistência na sede da empresa de Magnus, a qual Janene tentou, sem sucesso, transformar em mais uma lavanderia financeira da sua usina de branqueamento de capitais.

    Na empresa de tecnologia, o sempre desconfiado Nabil ficava horas a fio e na maior parte do tempo observando o movimento local, principalmente da linha de produção, o que denotava sua intimidade com o “Xeique do Mensalão”.

    Era uma espécie de olheiro do então deputado federal pelo Partido Progressista. Aliás, foi através do próprio Janene que caciques do PP passaram a utilizar o esquema operado por Youssef.



    Publicado por jagostinho @ 14:37



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