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  • 01out

    UOL NOTÍCIAS

    O padre Marcelo Rossi teve seus passos, CDs, livros, missas e aparições na TV seguidos de perto pelo Vaticano do final dos anos 90 até cerca de quatro anos atrás.

    A investigação, que durou quase 10 anos, foi provocada por uma denúncia feita por um religioso brasileiro, que acusou o padre de culto ao personalismo, exibicionismo por ir demais às TVs, de desvirtuar as práticas católicas e de transformar a missa em uma espécie de “circo”.

    A investigação foi comandada pela Congregação para a Doutrina da Fé, liderada pelo cardeal Joseph Ratzinger, que mais tarde se tornaria o papa Bento 16. A Congregatio pro Doctrina Fidei é o novo nome que o Vaticano dá para a assassina Inquisição.

    O UOL apurou com exclusividade que, entre o final dos anos 90 e a década de 2000, a Congregação recebia regularmente vídeos com as participações do padre Marcelo em programas como o de Gugu Liberato no SBT e de Fausto Silva, na Globo.

    A Cogregatio matou na fogueira, por asfixia ou afogamento centenas de milhares de pessoas no mínimo entre os séculos 12 e século 19 (mas há relatos de incipientes matanças já no século 10).

    A Inquisição também calou, excomungou ou proibiu de ensinar milhares de padres e freiras ao redor do mundo até o presente.

    Procurada, a assessoria do padre Marcelo e do bispo dom Fernando, da Mitra de Santo Amaro, superior direto do padre, disseram desconhecer a investigação. A assessoria do padre afirma que, “se isso realmente ocorreu, trata-se de um fato do passado.”

    O Vaticano, por meio de sua embaixada no Brasil, se recusou a se manifestar a respeito.

    Procurada por telefone e por e-mail durante vários dias, a CNBB também se calou sobre o fato.

    A investigação foi feita no Vaticano ao mesmo tempo em que ocorriam outras centenas de investigações a respeito de outros padres, freiras e bispos ao redor do mundo.

    A Congregação costuma se reunir aos sábados, no Vaticano.

    PERTO DA SUSPENSÃO

    A reportagem do UOL levantou junto a fontes da Santa Sé que o padre Marcelo Rossi e o bispo dom Fernando estiveram a ponto de serem chamados ao Vaticano para prestar contas, no final de 2004 e início de 2005.

    O padre esteve próximo de ter suas atividades suspensas, bem como a publicação de livros e CDs –por pressão do denunciante, cuja identidade o Vaticano mantém oculta sob sete chaves. Ele não poderia mais celebrar missas, ouvir confissões e dar a hóstia.

    Curiosamente, o que acabou por livrar padre Marcelo da punição foi a morte do papa João Paulo 2º, em abril de 2005, quando praticamente toda a atividade da Congregação para a Doutrina da Fé foi interrompida com a eleição de Ratzinger para o posto de novo papa. Ele era o “prefeito” da congregação.

    BARRADO NO BAILE

    Em 2007, padre Marcelo tentou se reunir com papa Bento 16 durante a visita deste ao Brasil.

    No entanto, o padre foi impedido de se encontrar com Bento 16. Segundo dados obtidos pelo UOL, quem impediu o papa de aceitar o encontro foram funcionários da Congregação que estavam presentes na comitiva de Bento 16.

    Segundo eles, não cairia bem ao papa receber um religioso que estava “sob investigação”. Bento 16 concordou e se recusou a receber Marcelo Rossi no mosteiro de São Bento.

    O padre o aguardara desde as 5h e mal havia dormido, de tão ansioso que estava pelo encontro.

    Na ocasião, o UOL publicou reportagem contando o ocorrido, sobre o impedimento do padre, com exclusividade.

    Padre Marcelo então negou veementemente que isso tivesse acontecido.

    Dois anos atrás, porém, em entrevista à revista “Veja”, o padre se retratou e confirmou que a reportagem estava correta e que, sim, fora barrado pela comitiva de Bento 16.

      Reprodução/TV Globo
    Padre Marcelo Rossi em entrevista ao "Fantástico"
    Padre Marcelo Rossi em entrevista ao “Fantástico”, da TV Globo

    O que o padre não sabia era que o veto se devia à investigação a que ele estava sendo submetido pelo Vaticano.

    No final de 2009, a Congregação decidiu encerrar as investigações sobre padre Marcelo. Ele foi inocentado de todas as falsas “acusações”.

    Em 2010, o padre finalmente foi recebido por Bento 16, no Vaticano, e este lhe outorgou um prêmio de Evangelizador Moderno, concedido pela Fundação São Mateus.

    Foi o final feliz para quase dez anos de suspeitas sobre o trabalho do padre, que chamou a atenção desde que um de seus CDs vendeu quase 3,5 milhões de cópias e se tornou um fenômeno social e midiático.

    Publicado por jagostinho @ 18:56



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • leovir glitess sottomayorr Disse:

    é impressionante saber que da mesma forma que a politica do PT que desmoraliza os adversários na Igreja também tem os fofoqueiros.

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