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  • 09out

    VEJA.COM/Gabriel Castro, de Teresina

    A presidente candidata à reeleição, Dilma Rousseff, durante a plenária com prefeitos e lideranças nesta quarta-feira (08), em Teresina, no Piauí

    A presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) durante comício em Teresina, no Piauí (Ichiro Guerra/Divulgação)

    No primeiro comício do segundo turno, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) intensificou a aposta nas divisões regionais e econômicas do Brasil como método para captar votos: em um comício em Teresina (PI), a petista acusou o PSDB de ter uma visão “elitista” que despreza o Nordeste.

    Dilma direcionou seu discurso a três programas de seu governo que têm grande apelo popular: o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Mais Médicos.

    Nos três casos, ela colocou em dúvida a sinceridade do adversário Aécio Neves (PSDB) ao defender a continuidade dos projetos. Dilma afirmou que o PSDB não fez o que deveria quando esteve no poder.

    “E por que quando puderam fizeram um Bolsa Familia mirradinho assim, pequenininho assim, para poucas pessoas?”, indagou.

    Dilma manteve a carga sobre o PSDB: “Tem gente que olha para o Nordeste com olhar de quem governou o país só para outra região. Aqueles que dizem que aqui estão as pessoas com menos compreensão, com menos educação, que não sabem votar. É porque eles não acompanharam tudo o que vem acontecendo aqui nesta região do Brasil”, disse ela.

    Depois do comício, em uma entrevista tumultada na qual Dilma escolheu responder a apenas duas perguntas, ela não comentou  o dinheiro apreendido pela Polícia Federal em um avião no qual estava Benedito de Oliveira Filho, empresário beneficiado por contratos com o governo federal e financiador do “bunker” onde funcionava o comitê de sua campanha em 2010.

    Ela preferiu repetir a pregação sobre o crescimento do Nordeste em seu governo.

    Sobre a desvantagem em São Paulo, a presidente afirmou nesta quarta-feira que o cenário é reversível.

    “Nada que não se possa solucionar. Nós iremos nos esforçar para, através do diálogo, das conversas, das mobilizações e todos os métodos da internet e da televisão, inclusive esta entrevista, para ampliar a votação em todos os estados da federação”

    Ela também disse que a adesão do PV à candidatura de Aécio Neves no segundo turno é natural.

    “A democracia é um exercício no qual as pessoas apoiam aqueles com que elas mais se identificam. Quando você se identificar mais com um projeto econômico e social você apoia ele. Agora, você assume também o compromisso com os princípios daquele projeto. É assim que funciona”, afirmou.

    O Piauí foi o Estado onde a presidente teve o maior percentual de votos no primeiro turno: mais de 70%.

    O ato desta quarta-feira teve a participação dos candidatos recém-eleitos pelos piauienses para o governo estadual e o Senado: Wellington Dias (PT) e Elmano Ferrer (PTB), respectivamente. Dezenas de prefeitos e centenas de militantes também compareceram.

    Conclamada por Wellington dias, Dilma participou timidamente de uma oração coletiva do Pai Nosso, em agradecimento ao resultado do primeiro turno das eleições no Piauí.

    Ainda nesta quarta-feira, a presidente participou de um ato político em João Pessoa (PB).

    Nesta quinta, ela tem agenda em Salvador (BA), Aracaju (SE) e Maceió (AL).

    Na sexta-feira, a presidente deve ir à região Sul, que teve uma divisão de forças na primeira etapa da campanha. Ela visita Santa Catarina, onde perdeu, e o Rio Grande do Sul, onde venceu.

    No sábado, Dilma vai a Minas Gerais – território considero pelos petistas como decisivo para a vitória.

    Dilma derrotou Aécio Neves no Estado no primeiro turno, mas tem consciência de que o tucano tem um potencial de votos elevado na terra que governou por quase oito anos.

    Publicado por jagostinho @ 18:53



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