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    VEJA.COM- atualizado às 02h:22m desta quinta-feira-09/10/2014

     

    Talita Fernandes
    Candidata à Presidência da República pelo PSB Marina Silva durante comício em Ceilândia, na periferia de Brasília (DF) - 14/09/2014

    Marina Silva deve anunciar sua decisão nesta quinta (Ueslei Marcelino/Reuters)

    Depois de o PSB definir apoio ao candidato tucano, Aécio Neves, no segundo turno, partidos que compõem a coligação pela qual Marina Silva disputou a Presidência definiram que vão tomar individualmente a decisão sobre quem apoiar agora. Entre os que desembarcaram da coligação Unidos pelo Brasil – formada por PSB, PHS, PPL, PPS, PRP, Rede Sustentabilidade e PSL – está a Rede Sustentabilidade, agremiação política idealizada por Marina. O PHS também soltou nota nesta quarta, dizendo que definirá sozinho o seu posicionamento no segundo turno. Na terça, o PPS já havia declarado apoio a Aécio. A postura dos partidos faz com que Marina decida sozinha sobre qual posicionamento tomará no segundo turno.

    Rede – Após dois dias de reunião, a Rede se pronunciou na noite desta quarta, apoiando o voto a Aécio. Porém, como alguns dos membros do diretório rejeitam o apoio formal ao tucano, a decisão foi de rejeitar, com unanimidade, o apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff e de abrir a possibilidade para votos nulos e brancos.

    “Decidimos que, em hipótese alguma haverá apoio à candidata Dilma. Nós acreditamos que o Brasil tem necessidade de produzir alternância democrática”, declarou o ex-deputado federal Walter Feldman, porta-voz da Rede.  

    A ex-ministra Eliana Calmon, que é integrante da Rede,resumiu a decisão do grupo. “Eu sou mais pragmática: Não à Dilma, sim ao Aécio, mas com o nosso programa, com os pontos que destacamos. Foi isso que decidimos. Deixando que haja a possibilidade de as pessoas da Rede votarem em branco ou nulo”, declarou.

    Embora os porta-vozes tenham dito que a Rede não fará campanha para o tucano, Eliana admitiu que poderá participar de eventos de campanha de Aécio. “Se ele for à Bahia eu subo no palanque”, disse.

    Feldman disse ainda que o posicionamento da Rede não reflete a posição de Marina.

    “Não é a decisão da Marina. A decisão dela se dará após ouvir os partidos coligados que será amanhã quando ela saberá a posição individual dos partidos”, disse.

    A candidata derrotada do PSB desistiu, de última hora, de participar da reunião dos partidos coligados, agendada para esta manhã em Brasília, quando ela deveria se posicionar sobre o apoio no segundo turno.

    Os motivos da desistência de Marina não foram divulgados e não há confirmação de que ela faça seu anúncio na quinta, como estava previsto.

    Após a divulgação da derrota nas urnas, no último domingo, Marina sinalizou um apoio a Aécio Neves, ao dizer que não se manteria neutra, como fez em 2010.

    Embora não haja definição do posicionamento da ex-senadora, Feldman disse na tarde desta quarta que Marina terá voz no segundo turno.

    “Ela vai acompanhar ativamente, mas não terá o dinamismo e a profundidade que tem uma candidata”, disse Feldman.

    Ele, contudo, disse que é a própria Marina quem deve detalhar essa participação ativa, depois de anunciar formalmente sua posição, se de apoiar Aécio ou ficar neutra.

    FHC – Antes de desistir de participar do encontro de quinta, Marina se reuniu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Embora assessores próximos à Marina não tenham esclarecido os assuntos abordados, o ex-presidente sinalizou aproximação com a ex-senadora ainda antes da conclusão do primeiro turno.

    Publicado por jagostinho @ 09:12



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