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  • 13out

    BRASIL 247

    :

    Presidenciável tucano fecha arco de alianças com ex-candidatos e destaques no 1º turno; da família Campos a Romário, passando pelos ex-presidenciáveis Pastor Everaldo, Eduardo Jorge e Marina Silva, ocupou da direita ao centro; Aécio Neves, ao mesmo tempo, vai conseguindo reforçar marca de ser o nome da mudança; domínio do centro político, especialidade da família Neves desde o avô Tancredo, se mostra fundamental; condições favoráveis na mais complexa eleição desde a redemocratização

    Marco Damiani, 247 – O que é melhor: ter a marca do mudança ou obter o apoio maciço do establishment político?

    O presidenciável Aécio Neves, do PSDB, está mostrando que o bom mesmo, do ponto de vista eleitoral, é ter as duas coisas.

    Com uma semana de segundo turno completada neste domingo 12, o neto de Tancredo Neves mostrou que está repetindo os passos do avô, na caminhada para o Colégio Eleitoral, em 1985.

    Neste 2014, Aécio mantém bem aparente a característica de ser a mudança sobre o PT e, simultaneamente, abraçar e ser abraçado pelos representantes do centro, da direita e do que se pode chamar de centro-esquerda nas eleições.

    – As mesmas forças que impediram a posse de Tancredo me levarão à Presidência, disse Aécio, a interlocutores próximos, logo no início da atual campanha, revelando uma crença mística na vitória.

    Na eleição indireta de 1985, o PT votou pelo boicote do partido do Colégio Eleitoral e se negou a liberar deputados a votarem em Tancredo contra Paulo Maluf.

    Os parlamentares que se manifestaram a favor foram expulsos da legenda. Mas Tancredo não tomou posse não pelo boicote do PT, mas sim pela cirurgia de emergência a que teve de ser submetido na véspera da posse, em 15 de março.

    Depois de sair de cena para ir ao hospital, Tancredo morreu em 21 de abril daquele ano, em São Paulo, e José Sarney, que ficara com o cargo como vice, virou presidente.

    Num momento único, na semana passada, os ex-candidatos Pastor Everaldo e Eduardo Jorge mostraram que as diferenças entre o PSC e o PV não são tantas a ponto de impedir a união com Aécio.

    Antes, o ex-candidato a vice de Marina Silva, Beto Albuquerque, foi o primeiríssimo do PSB a transmitir apoio ao candidato tucano.

    A cúpula do legenda deixou o presidente Roberto Amaral, pouco depois, resmungando sozinho. E para acabar com todas as tensões, a diva da eleição, Marina Silva, procurou colocar seu nome bem no começo da lista de apoiadores do futuro governo Aécio.

    Com a ênfase que usou ao se posicionar em mensagem – “Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e seu partido” –, Marina estabeleceu para si mesmo um período de trégua, sem data para acabar, com o atual favorito.

    Pesquisa Sensus, após Datafolha e Ibope terem registrado empate técnico, apontou Aécio com 17 pontos percentuais à frente da presidente Dilma Rousseff.

    Caso vingue a previsão, talvez Marina tenha assegurado seu lugar no próximo Ministério, aquele que Aécio prometeu enxugar em quantidade.

    Para a ex-presidenciável do PSB, no entanto, já estaria reservado o Itamaraty – o mesmo Ministério das Relações Exteriores que um dirigente do Rede atacou nas manifestações de junho do ano passado.

    As alianças em torno de Aécio se aceleraram à medida em que ficaram claras as repercussões negativas, para o PT e a candidatura Dilma, da veiculação maciça da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

    Ocupando todos os espaços possíveis na mídia tradicional, o caso parece ter sido decisivo para o resultado de Aécio na pesquisa Sensus.

    Os próximos levantamentos vão mostrar a dimensão dos estragos na base eleitoral do PT. Até esse chamado ‘fato novo’, a eleição de segundo turno estava bastante equilibrada.

    O PT apostou numa linha de desconstrução da política econômica professada pelo PSDB, escolhendo o nomeado Armínio Fraga, por Aécio, como futuro ministro da Fazenda, para ser seu Judas.

    O público, no entanto, parece estar dizendo que tem mais atenção, nesse momento, ao delator Costa.

    Publicado por jagostinho @ 14:31



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