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  • 11nov

     

    repassando6

    IRENE RODRIGUES/GAZETA DO POVO

    A prefeitura de Curitiba tem anunciado redução de gastos dentro do Programa de Melhoria da Receita e do Gasto Público.

    Segundo o governo Gustavo Fruet, os cortes são de 10%, ou R$ 248 milhões dos cofres da prefeitura. Contudo, essa economia prejudica o atendimento à população de Curitiba em áreas essenciais como educação, segurança e saúde.

    Poderia listar inúmeros prejuízos à população decorrentes dessa política de gastos. Mas vou me deter especificamente na análise da política do SUS.

    Para realizar os cortes, a prefeitura não tem pago as horas extras de seus funcionários, além de recuar em acordos firmados em mesas de negociação.

    A própria gestão o admite quando afirmou que “a Superintendência Executiva está empenhada na negociação junto à SMRH (Secretaria Municipal de Recursos Humanos) e SMF (Secretaria Municipal de Finanças) para pagamento das horas realizadas”.

    Contudo, a demora em honrar suas dívidas fez com que a prefeitura de Curitiba levasse seus profissionais para estado de greve.

    A paciência dos servidores é colocada à prova a todo momento. A última situação foi o ofício encaminhado ao Sismuc em 5 de novembro.

    Nele, a gestão, endossada pelos seus secretários de Saúde, Adriano Massuda, e de Recursos Humanos, Meroujy Cavet, nega de forma tácita o acordo firmado em 2013 que promovia igualdade na forma de pagamento dos profissionais que atuam na Saúde da Família a partir de janeiro de 2014.

    Para justificar o retrocesso, a administração alega que concedeu reajustes nos salários dos enfermeiros desde 2013. Mas o que não considera é a inflação desse período.

    Pior: que parte desse salário já compunha a remuneração dos servidores em forma de gratificação. Portanto, os recursos já estavam previstos e foi feita manipulação nos números para vender à sociedade a sensação de elevação salarial.

    Mesmo assim, os trabalhadores da saúde continuam com salários abaixo de muitos servidores municipais das principais cidades brasileiras.

    Importante reforçar que a mobilização dos servidores é pela melhoria do SUS. Tanto que eles já participaram de diversas reuniões com a gestão municipal para tentar solucionar os problemas que ocorrem nas Unidades de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento.

    As queixas vão desde a falta de remédios até inadequadas condições de trabalho, como ausência de materiais de consumo e de condições de higiene e limpeza, ocorridas especialmente no fim do contrato de empresa terceirizada.

    Ainda nessa “política de cortes de gastos”, Fruet e companhia têm promovido acúmulo de função, colocando em risco o atendimento ao povo, uma vez que os servidores trabalham cansados e desestimulados.

    Problema que podia ser solucionado com a realização de concurso público, melhor planejamento da jornada de trabalho, igualdade salarial e fim das remunerações variáveis.

    Diante desse quadro, os servidores da saúde alertam a sociedade de Curitiba para preveni-la caso ocorra algum incidente ou situação que comprometa ainda mais a saúde dos usuários por falta de qualidade de atendimento.

    A omissão de socorro ou prestação precária do serviço jamais será responsabilidade exclusiva dos servidores municipais.

    Essa conta pertencerá ao prefeito Gustavo Fruet e aos secretários de Saúde e de Recursos Humanos.

    Para os trabalhadores do SUS, a economia de recursos voltados à educação, segurança e saúde é temerária, pois retira justamente de onde deveria investir muito mais.

     

    Irene Rodrigues é coordenadora do Sismuc, membro do Conselho Estadual de Saúde e membro da mesa nacional de negociação permanente do SUS.

    Publicado por jagostinho @ 10:48



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Lise Mara Villani Souza Disse:

    Como servidora municipal há mais de 26 anos, cirurgiã dentista atuando na Unidade de Saúde Xapinhal, Estratégia Saúde da Família faço um breve relato do terrorismo e instabilidades gerados pela INDIgestão do PT e PCdo B em nossa SMS. Como nunca jamais percebido temos trabalhar sob ameaças de uma política sórdida de colocar trabalhadores uns contra os outros e ao mesmo tempo jogar a população contra profissionais íntegros que abdicaram de outras formas de remuneração para se dedicar exclusivamente à saúde pública…Não somos culpados e aceitaremos ser responsabilizados pela falta de preparo de gestores que caíram de paraquedas na NOSSA SMS.Plano de governo, Senhor Prefeito, se faz com seriedade, apropriação de indicadores e planejamento. Esqueceram que recursos públicos são escassos?aonde estão os projetos para OPAS, Banco Mundial e OMS?ampliação da estratégia saúde da família sim…mas não as custas de reduzir nossas renumerações, conquistadas com concursos internos, cursos e mais cursos para subir de nível na carreira pública…além de muitos anos dedicados a melhorar a saúde nossa população!!!Fora forasteiros ptistas e pcbistas.Queremos poder trabalhar com respeito e dignidade!!!

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