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  • 12nov

    ISTOÉ/Izabelle Torres ([email protected])

    Militantes virtuais que atuaram na campanha de Dilma continuarão sendo pagos para defender as ações do governo, neutralizar críticas e atacar adversários

     

    A estrutura de redes sociais montada na campanha pelo ex-ministro Franklin Martins e sua equipe, baseada na desconstrução e em ataques pessoais a Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), será mantida pelo governo Dilma Rousseff.

    Na última semana, o PT decidiu que continuará bancando a maior parte da tropa que mobilizou durante a acirrada disputa eleitoral.

    Das duas mil pessoas contratadas e treinadas pelo PT entre julho e outubro deste ano, o partido pretende manter pelo menos mil dos chamados guerrilheiros virtuais, entre remunerados e voluntários.

    O serviço custará aos cofres do partido cerca de R$ 200 mil por mês.

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    O COORDENADOR – Franklin Martins ficará responsável por orientar uma equipe de cinco jornalistas

     

    O site oficial da campanha, Muda Mais, criado por Franklin e que chegou a ser questionado na Justiça Eleitoral pelo PSDB, dará lugar a uma espécie de agência de notícias, chamada Brasil da Mudança, coordenada por ele.

    O conteúdo será semelhante e o objetivo é elogiar o PT e as realizações do segundo mandato e combater com argumentos toda sorte de críticas feitas ao governo nas redes sociais, não deixando sem resposta publicações contrárias a Dilma Rousseff.

    A nova página está sendo feita em parceria com o Instituto Lula.

    Para entender como funciona essa estrutura de combate nas redes sociais, ISTOÉ conversou com dois guerrilheiros virtuais.

    Os jovens ainda estão na faculdade e participaram do treinamento feito pelo partido antes da campanha. Ambos entraram no grupo porque tinham, segundo eles, o objetivo de “combater a direita”.

    Não eram petistas declarados, mas agora dedicam de duas a três horas do dia para postar comentários atacando jornalistas e blogueiros que se manifestam contra o governo.

    “Será que é possível não dizer meu nome? Minha mãe não sabe que faço isso”, disse um deles, de 21 anos, estudante de tecnologia da informação.

    Cada um ganha em média R$ 2 mil.

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    FOTO: ROBERTO CASTRO/AG. ISTOÉ 

    Publicado por jagostinho @ 18:47



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • The Wall Disse:

    Acostumados a pagar sanduíche de mortadela com refri, além dos R$ 50,00, para participar de comícios fajutos, agora o petismo se consolida com os MAVs pagos, às custas do erário ou algum propinoduto.

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