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  • 15nov

    ISTOÉ

    A megaoperação deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira 14 é considerada formalmente pela força-tarefa da Operação Lava-Jato como a sétima fase da investigação.

    Na prática, porém, trata-se do segundo episódio da trilogia do esquema de corrupção que drenou bilhões dos cofres da Petrobras.

    No primeiro episódio, a PF tirou de circulação operadores, como o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.

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    O presidente da UTC/Constran, Ricardo Pessoa, chega preso à sede da Polícia Federal em São Paulo

    Agora, conseguiu isolar os corruptores: executivos das principais empreiteiras do País e de outro diretor da Petrobras, Roberto Duque, dedicado à área de serviços.

    Mas a operação só estará completa quando forem indiciados os políticos que se beneficiaram do esquema.

    Com o cumprimento dos 85 mandados de prisão e a busca e apreensão nos escritórios das companhias, espera-se obter as provas definitivas para a última etapa, que caberá ao Supremo Tribunal Federal.

    O relator do caso no Supremo, ministro Teori Zavascki, deu 30 dias ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que decida sobre a apresentação da denúncia. Até agora, Janot tem tratado o tema com cautela por vários motivos.

    Ele avalia que devem ser esgotadas todas as diligências possíveis na fase pré-processual para poder fundamentar uma denúncia sólida, impermeável a críticas da mídia e recursos de advogados.

    O procurador quer evitar desgaste semelhante ao ocorrido no caso do mensalão.

    Por isso, aguarda a finalização de todas as delações premiadas que a PF e o Ministério Público Federal acharem conveniente, com o cruzamento de dados bancários, contratos e outras provas apreendidas.

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    Investigadores estimam que cerca de R$ 10 bilhões foram desviados da Petrobras

    A própria Justiça Federal no Paraná, que comanda as investigações, trabalha com a hipótese de que os próximos depoimentos de Duque e dos presidentes e executivos das empreiteiras abram novas frentes de investigação, como ocorreu até agora.

    Novas delações podem surgir e com elas a identificação de personagens até agora desconhecidos ou mesmo a confirmação de acusações já feitas.

    É o caso, por exemplo, do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. O executivo foi indicado para o cargo na cota do PMDB, que, segundo delação de Costa, recebia de 2% a 3% de todos os contratos firmados por essa diretoria.

    “A próxima diretoria investigada deve ser a internacional”, segundo o procurador regional Carlos Fernando Santos Lima. O nome de Cerveró surgiu em ao menos dois negócios suspeitos, a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e em contratos na Holanda.

    O delegado da Polícia Federal Igor de Paula alerta ainda que as investigações da Lava-Jato podem ir além da Petrobras, pois as empreitas que foram alvo da operação hoje também prestam serviço para o governo em outras áreas.

    Ele se refere, por exemplo, aos contratos do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), subordinado ao Ministério dos Transportes.

    Como ISTOÉ revelou em sua última edição, a PF descobriu que empresas de fachada usadas pelo libanês Adir Assad para escoar recursos desviados do DNIT também receberam milhões em aportes de contratos da Petrobras.

    Antes das prisões de hoje, a linha de defesa das cinco gigantes (Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão e Mendes Júnior) era a de evitar a delação. A partir de agora, é cada um por si.

    A essa altura, o juiz Sérgio Moro e sua força-tarefa serão mais seletivos nos acordos de leniência. Terá vantagem que conseguir apontar novas contas bancárias e entregar provas contra políticos.

    Qualquer decisão também só será tomada após a avaliação pelos investigadores de todo o material apreendido, o que deve levar ao menos três semanas.

    Publicado por jagostinho @ 12:28



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