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  • 21nov

    CANZIANFERNANDO CANZIAN é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de política, do “Painel” e correspondente da Folha em Nova York e Washington. Vencedor de dois prêmios Esso, é autor do livro “Desastre Global – Um ano na pior crise desde 1929”.

    É degradante e educativo para Dilma Rousseff no que está se transformando a escolha do seu novo ministro da Fazenda.

    Arruinada a economia com os requintes da “nova matriz desenvolvimentista”, agora a presidente depende de alguém totalmente de fora, e contrário a tudo o que ela pensa, para trazer confiança à área econômica.

    Dilma necessita de um ministro que exigirá independência para tentar consertar o que ela estragou.

    O segundo mandato da presidente nem começou. Mas os sinais subterrâneos de desmonte na economia, que se evidenciavam na campanha eleitoral, agora se materializam no emprego.

    Desde 1999 não havia resultado tão ruim em um mês de outubro, sempre marcado pelo início das encomendas de Natal. No mês passado, 30,3 mil vagas de trabalho foram eliminadas.

    Há meses, bem antes do início da feia campanha à Presidência, os sinais de degradação em várias áreas eram evidentes. O governo se protegeu na falácia de que o problema era externo.

    Dilma represou preços administrados, arrebentou as contas externas e acabou de vez com a credibilidade das contas públicas.

    Ganhou a eleição. Agora, faz tudo o que acusara seu adversário na campanha de querer fazer caso eleito. Mas o caso do ministro é o mais delicioso.

    Com a supervisão de Lula, a presidente considera alguns nomes para a Fazenda: o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa e o atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

    Por fora corre o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

    Os banqueiros Trabuco e Meirelles (ex-presidente mundial do BankBoston) seriam os nomes preferidos, principalmente por Lula.

    Dariam finalmente a Dilma algo da credibilidade que ela dizimou durante seu governo, baixando investimentos e confiança empresariais a níveis recordes.

    PIB roçando o zero em 2014 e tudo o mais desajustado, com o desemprego agora à espreita, vêm da falta de compreensão de que o “mercado” (financeiro e empresarial) é quem tem o dinheiro para nos tirar do buraco.

    É um pouco assustador que precisemos urgente, e de novo, de um salvador da pátria.

    E que ele não seja o mandatário recém-eleito.

    Publicado por jagostinho @ 17:44



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