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  • 30nov

    Ana Fernandes e Ricardo Chapola/Agência Estado

    Protesto contra a presidente da República, Dilma Rousseff, na Avenida Paulista em São Paulo, SP, neste sábado (29). Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Protesto contra a presidente da República, Dilma Rousseff, na Avenida Paulista em São Paulo, SP, neste sábado (29). Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    O protesto que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e a impugnação do resultado das eleições, no vão do Masp, em São Paulo, foi organizado através de doações via internet, segundo relatou um dos organizadores, o empresário Marcelo Reis.

    O leiloeiro Wilson Gandolfo, outro integrante do grupo organizador, calcula que os gastos para o evento de hoje foram de cerca de R$ 6 mil.

    “O pessoal ainda fica desconfiado de doar pela internet, mas conseguimos juntar recursos”, disse à reportagem, ressaltando que não há envolvimento com qualquer partido.

    Os organizadores se reúnem em um grupo autodenominado Revoltados On Line, que convoca os protestos pelo Facebook. Crianças de 8 a 10 anos de idade foram levadas ao carro de som. Um menino de 9 anos gritou “mais Brasil e menos PT”.

    Reis permanece também no carro de som. Segundo ele, o protesto é primordialmente contra o PT, que, para os manifestantes, é a principal causa de corrupção no País.

    “Vamos pedir a extinção do Partido dos Trabalhadores. Vai pra Cuba essas pragas”, gritou. Ele também bradou frases de ordem pedindo a anulação do pleito alegando que a votação eletrônica não pode ser auditada.

    O protesto também se diz anticomunista. Gandolfo disse que o grupo pede o fim da permanência de “soldados venezuelanos no País”, que segundo ele, estão aqui por conivência do PT. 

    Gandolfo fez questão de ressaltar que o grupo é contra a intervenção militar. “Não defendemos intervenção nem separatismo. Nossa bandeira é contra corrupção.”

    Havia um grupo pequeno, de três pessoas, com cartazes e autofalantes defendendo a intervenção militar.

    Ao avistar o grupo, do alto do carro de som, o cantor Lobão, que apoia o protesto antipetista, gritou para que aqueles manifestantes deixassem o local.

    “Vão fazer seu protesto em outro lugar. Isso é um tiro no pé…”. Os rapazes foram trazidos para o fundo do vão do Masp. Um dos organizadores chamou o grupo de “entes alienígenas” e disse que estavam “queimando o filme” do movimento.

    Segundo a PM, cerca de 600 pessoas se reuniram.

    Os manifestantes carregam faixas e cartazes com os dizeres “Fora PT”, “Dilma, tira a mão do STF (Supremo Tribunal Federal), TCU (Tribunal de Contas da União) e PF (Polícia Federal)”, “Lula ladrão, cadeia já”, “Grande Pátria Bolivariana”, entre outros.

    Publicado por jagostinho @ 13:43



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