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  • 30nov

    HORA DO POVO 44Companheiros e Companheiras,

    Abaixo matéria de Carlos Lopes, Vice-Presidente do PPL, publicada no jornal Hora do Povo, edição de 28 de novembro a 2 de dezembro de 2014, sobre as doações do Clube do Bilhão para as campanhas de Dilma e Aécio.

    Mario Bacellar Filho

    Presidente do PPL/PR

    ***

    Pela lei, TSE teria de impugnar contas dos dois

    ‘Doações’ do Clube do Bilhão à Dilma e Aécio chegam a 114 milhões

    Ambos financiaram 20% de suas campanhas com o dinheiro sujo que o cartel roubou da Petrobrás

    A prestação de contas dos candidatos a presidente revela que Dilma arrecadou R$ 350,8 milhões (96% de empresas), sendo que R$ 70,3 milhões foram repassados pelas empresas cujos diretores estão presos, ou sob mais do que forte suspeita, por roubar bilhões da Petrobrás.

    Aécio arrecadou R$ 222,9 milhões, sendo que R$ 43,4 milhões vieram do cartel dos ladrões da Petrobrás, que pagaram 20% tanto da campanha de Dilma como de Aécio.

    Os dois somados receberam, oficialmente, R$ 113,8 milhões do “clube do bilhão”.

    Marina, dos R$ 43,9 milhões que sua campanha arrecadou, recebeu apenas R$ 333,9 mil (0,76% do total) desse grupo.

    O cartel não achava que ela pudesse ser útil aos seus propósitos.

    Estamos sob um regime em que o povo é roubado para ser ludibriado na campanha eleitoral às custas do próprio dinheiro que lhe roubaram.

    Empresas inidôneas irrigaram campanhas de Dilma e Aécio

    Clube de empreiteiras que assaltou a Petrobrás contribuiu com R$ 114 milhões para a campanha eleitoral dos dois  

    Existe alguma coisa errada – e profundamente errada – quando 20% do dinheiro gasto pelas duas candidaturas presidenciais do segundo turno veio de empresas que estão com seus diretores ou donos na cadeia, ou mais do que sob suspeita, por roubar a maior empresa do país, a Petrobrás, pertencente à Nação e ao povo brasileiro.

    Financiar eleições com R$ 113, 8 milhões roubados ao próprio povo, ludibriar o povo com dinheiro roubado deste povo, é tornar ilegítima a eleição – além do mais porque só existe um motivo para gastar esse dinheiro com Dilma ou com Aécio: a expectativa de manter a própria impunidade para continuar roubando o povo.

    Diz o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que é assim mesmo, pois a culpa é da sociedade.

    Não há, leitores, nisso tudo algo de muito podre?

    Assim, as fantasias golpistas de alguns para, supostamente, justificar sua capitulação sem dignidade e sem vergonha, covarde e interesseira, são confeccionadas para esconder a podridão que se acumula, cada vez mais, no ócio palaciano mantido pela fraude e pela falta de princípios (agora mesmo, descobriram que o Joaquim Levy entende mais de economia que o Marx e o Keynes, juntos e somados).

    Mais do que o príncipe que via – ou sentia – algo de podre no seu reino, essas coisas lembram Rui, descrevendo a “alta” política na República Velha:

    “… abriram-se as casas de mancebia política, teúda e manteúda com o dinheiro público, donde saem à praça, tais quais messalinas transfiguradas, no carnaval, em gênios, anjos e deidades, as mais feias culpas do governo, engalanadas, com as mais finas joias da palavra, em atos meritórios e rasgos exemplares.

    É a corrupção das consciências, exercida, não à penumbra das alcovas, como os vícios pudendos, nos alcoices, pelos libertinos (…).

    Todo o mundo conhece, nomeia, censura os que compram e os que vendem. Mas o abuso passa a uso, a ignomínia se torna em gala, a condescendência acaba, afinal, por envolver com os honestos e limpos os prostituidores e prostituídos. A mais vil das comborçarias se converte, de quadriênio em quadriênio, em moral do regímen.

    ‘Mulheres de partido’ chamavam os antigos às desventuradas, que viviam de vender o corpo. Estes ‘homens de partido’ vivem de negociar, não com o corpo, mas com a alma” (Rui Barbosa, 08/03/1919, Obras Completas, v. XLVI, t. 1, MEC, 1956, p. 22).

    PODER

    Dilma Rousseff declarou à Justiça Eleitoral uma receita de R$ 350,8 milhões e um gasto de R$ 350,5 milhões.

    Somente essa quantia já é, por si própria, a exposição de como o poder econômico, o poder financeiro, está corroendo as eleições e a democracia no Brasil – e ainda há quem pretenda fazer uma “reforma política” para diminuir ainda mais a democracia.

    Todos os movimentos progressistas da História, desde a Revolução Francesa, tiveram como uma de suas bandeiras impedir que somente os ricos fossem eleitos.Porém, agora, temos adeptos “de esquerda” de que as eleições, como escreveu Greg Palast sobre os EUA, devem ser adequadas à melhor democracia que o dinheiro pode comprar.

    Na contabilidade oficial da campanha de Dilma, dessas entradas de R$ 350,8 milhões, nada menos que R$ 336,9 milhões (96%) vieram de empresas – multinacionais, bancos, candidatos internos à monopólios privados.

    É grosseiro farisaísmo proibir empresas de financiar campanhas e permitir que seus donos façam o que antes faziam as suas empresas.

    Os R$ 70.388.990 (70 milhões, 388 mil e 990 reais), passados oficialmente pelo cartel de saqueadores da Petrobrás, perfazem, portanto, 20% do que Dilma arrecadou na campanha.

    Já o seu adversário no segundo turno, Aécio Neves, declarou entradas de R$ 222,9 milhões e uma despesa ligeiramente maior, R$ 223,5 milhões. Das entradas, R$ 195,9 (87,9%) foram repassados por empresas.

    Aécio recebeu das empresas que estabeleceram na Petrobrás o esquema indecente e monstruoso – pela dimensão das propinas, dos sobrepreços e do superfaturamento – a quantia de R$ 43.436.926 (43 milhões, 436 mil e 926 reais) – o que também perfaz 20% (a rigor, 19,48% da receita).

    Juntos, Dilma e Aécio receberam, oficialmente, R$ 113,8 milhões do “clube do bilhão”. O leitor poderá conferir os números na tabela desta página.

    [NOTA: No caso da Odebrecht, o dinheiro está distribuído pelas subsidiárias. Para Dilma, contribuíram: Construtora Norberto Odebrecht (R$ 4.035.099), Odebrecht Serviços e Participações (R$ 1.000.000), Odebrecht Óleo e Gás (R$ 3.950.000), Braskem (R$ 5.100.000), Led Águas Claras Empreendimentos Imobiliários (R$ 160.453,00) e Cetrel (R$ 500.938). Para Aécio: Construtora Norberto Odebrecht (R$ 3.933.603), Odebrecht Óleo e Gás (R$ 2.199.886,00), Braskem (R$ 3.988.830), Foz de Jeceaba Engenharia Ambiental (R$ 2.999.640) e Rio Claro Agroindustrial (R$ 993.122).]

    MINISTRO

    Evidentemente, não é possível dizer que o dinheiro colocado pelo cartel nas campanhas eleitorais é “puro”, ou seja, que não foi roubado da Petrobrás.

    Como o dinheiro não vem carimbado como “roubo” ou como “ganho honestamente”, é claro que o roubo contamina todo o dinheiro que essas empresas enfiaram na campanha de Dilma ou de Aécio.

    Até porque, quem garante que elas contribuiriam – e nessa magnitude – se não tivessem roubado dinheiro da Petrobrás?

    O roubo por atacado define a própria contribuição, transformando a última numa função do primeiro.

    Não é um acaso que Marina, dos R$ R$ 43,9 milhões que sua campanha arrecadou, haja recebido apenas R$ 333.935,48 (0,76%) desse grupo – tudo de empresas ambientais do Grupo Odebrecht: R$ 249.861 da Cetrel – Lumina Tecnologia e Engenharia Ambiental, R$ 35.500 da Foz de Jeceaba Engenharia e R$ 48.574 da Odebrecht Ambiental.

    Não foi porque lhe faltasse chance de ser eleita. Apenas, pelo visto, o cartel não achava que ela pudesse ser útil aos seus propósitos.

    Somente para sintetizar: estamos sob um regime onde rouba-se bilhões da empresa mais popular do país, a mais estratégica para o nosso desenvolvimento, e onde os mesmos protagonistas desse esquema escandaloso financiam, no mínimo, 1/5 da campanha da presidente da República e do seu adversário – e o ministro da Justiça (da Justiça!) diz que “até síndico de prédio superfatura quando compra o capacho“.

    Portanto, a roubalheira na Petrobrás, segundo o ministro Cardozo, é culpa da sociedade e não dos ladrões (mais explicitamente, disse ele: “a classe política é um reflexo de uma sociedade“.

    Não lhe passa pela cabeça que monopolistas, bancos, multinacionais, cartéis internos, seus dirigentes e seus políticos de aluguel, possam ser antissociais, ou seja, estar contra a sociedade, inclusive um ministro da Justiça que absolve a ladroagem, comparando os donos de algumas das maiores empresas privadas do país a síndicos de prédio – na maioria, por sinal, gente honesta).

    No parecer do ministro da Justiça do governo Dilma, não é possível nem criticar os ladrões (“Os mesmos que criticam atos da classe política são aqueles que quando um guarda de trânsito para e quer multar pensam numa ‘propininha’“, disse ele).

    O esforço do ministro para esconder – minimizar ou trivializar – um roubo de, somente em propina (fora os superfaturamentos), uns R$ 10 bilhões, mostra para que os ladrões empregaram o seu dinheiro em campanhas eleitorais.

    O problema é que não vai dar certo. Aliás, já não deu certo.

     

    CARLOS LOPES

    Publicado por jagostinho @ 16:21



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