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  • 20dez

    Companheiros e Companheiras,

    Envio matéria de autoria de Sérgio Cruz, publicada no jornal Hora do Povo, edição de 17 e 18 de dezembro de 2014, sobre o assalto à Petrobrás.

    Mario Bacellar Filho

    Presidente do PPL/PR

    HORA DO POVO 23 DEZExecutivos de empreiteiras deram o serviço

    Diretor ligado ao PT captou 650 milhões em propina, diz MP

    Presidente e tesoureiro do partido juram não ter visto a cor do dinheiro

    A força tarefa do Ministério Público Federal que investiga o assalto praticado pelo cartel das empreiteiras aos cofres da Petrobrás e o suborno a diretores da estatal revelou que já há elementos suficientes para concluir que a diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás, na gestão do ex-diretor Renato Duque, que é ligado ao PT, captou cerca de R$ 650 milhões em propinas sobre contratos fechados entre 2004 e 2012 com seis empreiteiras investigadas no primeiro pacote de denúncias criminais da Operação Lava Jato.

    Golpe à Petrobrás chega a 650 mi em propinas para Renato Duque

    Montante em propinas captado pelo então diretor Renato Duque foi avaliado pelo Ministério Público

    A força Tarefa do Ministério Público Federal que investiga o assalto praticado pelo cartel das empreiteiras aos cofres da Petrobrás e o suborno a diretores da estatal, afirmou que já há elementos suficientes para concluir que a diretoria de Serviços da Petrobrás, na gestão do ex-diretor Renato Duque, que é ligado ao Partido dos Trabalhadores, captou cerca de R$ 650 milhões em propinas sobre contratos fechados entre 2004 e 2012 com as seis empreiteiras investigadas no primeiro pacote de denúncias criminais da Operação Lava Jato.

    Um dos investigados do esquema, o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, informou em depoimento que às vezes o dinheiro de propinas era tão volumoso que precisava ser transportado em carro-forte, por orientação de Renato Duque.

    O ex-diretor, que deu essas orientações, passou vários dias preso na sede da Polícia Federal no Paraná, mas foi solto por liminar do Supremo Tribunal Federal.

    Mendonça Neto era diretor da multinacional japonesa Setal Óleo e Gás, empreiteira pertencente ao cartel, que tem contratos com a Petrobrás que chegam perto de R$ 5 bilhões.

    As informações do Ministério Público Federal sobre o montante do suborno foram divulgadas pelo Jornal O Globo no sábado (13).

    Mendonça Neto disse que Renato Duque “orientava três coisas”: pagamentos em dinheiro, depósitos em contas no exterior e repasses para o PT feitos de forma oficial.

    “O contato com o partido era o Vaccari”, diz Mendonça. João Vaccari Neto, citado pelo executivo, é tesoureiro nacional do PT. Para “mascarar” os desvios de parte dos contratos, Duque, segundo o depoente, mandava fazer uso de notas frias de empresas de fachada ligadas ao Grupo Delta.

    Os procuradores decidiram que vão acusar Renato Duque de corrupção passiva, associação em organização criminosa e outros crimes. A conclusão foi obtida após longa investigação, que reuniu centenas de documentos e diversos outros depoimentos.

    Em setembro, Mendonça Neto se dispôs a apontar como as propinas eram entregues. Ele se comprometeu a devolver R$ 10 milhões a título de multa compensatória por danos causados contra a administração pública – a primeira parcela de R$ 2,5 milhões foi quitada em 10 de novembro.

    O restante será quitado em sete parcelas até 20 de julho de 2015. Apesar de todas as evidências e, inclusive, de devolução de milhões por parte dos depoentes, a defesa de Renato Duque segue negando qualquer acusação e repete “desconhecer as práticas criminosas cometidas na companhia por Pedro Barusco ou por outros executivos”.

    Relatório da Polícia Federal que reproduz os depoimentos detalha que o ex-gerente da Petrobrás, Pedro Barusco, “organizava o pagamento de propina mediante uma contabilidade, sendo que parte se destinava a Renato Duque, e, excepcionalmente, a Jorge Luiz Zelada”, ex-diretor da área internacional da Petrobrás.

    “Na divisão de propina entre o Barusco e Renato Duque, em regra Duque ficava com a maior parte, isto é, 60%, e o gerente com 40%”, afirma o relatório do depoimento. “Quando havia a participação de um operador, Renato Duque ficava com 40%, o declarante com 30% e o operador com 30%”. Ele acusa, ainda, o diretor da área internacional da Petrobrás até 2012, Jorge Luiz Zelada, de também receber propinas.

    O ex-gerente informou aos membros do Ministério Público que “quase tudo o que recebeu a título de propina está devolvendo – em torno de US$ 97 milhões – sendo que gastou para si US$ 1 milhão em viagens e tratamentos médicos”.

    Barusco afirmou ainda que continuou recebendo propina após deixar a Petrobrás, em 2010. Diz que houve pagamentos quando já atuava para a Sete Brasil, empresa contratada pela estatal para fornecimento de sondas de exploração.

    O ex-gerente também disse que as empreiteiras não eram coagidas a pagar propina, como vem sendo alegado por alguns advogados de empresários presos. “Na realidade, o pagamento de propinas dentro da Petrobrás era algo institucionalizado”, afirmou Barusco.

    O cálculo dos integrantes da Operação Lava Jato para chegar aos R$ 650 milhões destinados à diretoria de Duque é feito a partir do montante total de propinas até aqui apurado, R$ 971 milhões – valor que se quer recuperar para os cofres públicos e relativo ao total desviado na área de Abastecimento em contratos das seis empreiteiras citadas nas primeiras denúncias.

    Cerca de R$ 270 milhões ficaram com a diretoria de Costa. O restante foi canalizado para a diretoria de Duque, que arrecadava 2% em contratos das demais áreas. “O valor de quase R$ 1 bilhão corresponde aos 3% de propina paga em função dos contratos da área de Abastecimento”, disse o procurador Deltan Dallagnol.

    As empresas com os executivos que foram denunciados são OAS, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Engevix.

    Os denunciados enfrentam uma ampla gama de acusações desde crimes de corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    “Nós estamos em uma guerra contra a impunidade e contra a corrupção”, afirmou o procurador Deltan Dallognol, ao apresentar as denúncias na quinta-feira (11), em Curitiba.

    A Força Tarefa apurou que as comissões pagas na área sob controle do PP alcançaram 3% sobre contratos com 16 empresas do cartel e que 2% teriam sido destinados à Diretoria de Serviços, que cuida dos processos de contratação, concorrência e fiscalização, e 1% para a diretoria de Abastecimento.

    Apesar de todas essas evidências do envolvimento de Renato Duque e de João Vaccari no desvio de milhões dos cofres da Petrobrás, a direção do PT insiste em seguir se fazendo de conta que não tem nada com isso.

    O presidente da legenda, Rui Falcão, chegou a dizer num encontro nacional do partido que só tomaria alguma providência se a PF provar que Vaccari é culpado.

    Com essa postura de acobertamento de um crime dessas proporções, e, mais grave ainda, contra a principal empresa do país, o partido e o próprio presidente da legenda vai se enrolando cada vez mais.

    Não haverá como se desvincular a situação de Falcão e de Vaccari quando as punições chegarem. E, pela determinação do MPF e da PF, não há como elas não chegarem.

    SÉRGIO CRUZ



    Publicado por jagostinho @ 18:18



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