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  • 23dez

    ISTOÉ – Izabelle Torres ([email protected])

    Alvo de ação penal no STF, Alfredo Kaefer, o deputado mais rico da Câmara, teria acumulado fortuna graças a calotes aplicados em credores e manobras no patrimônio familiar

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    Dez vezes o patrimônio Segundo o MP, dívidas de Alfredo Kaefer com credores e instituições financeiras ultrapassariam a casa do bilhão

    O deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR) é o mais rico dentre os parlamentares recém-eleitos para a Câmara.

    Segundo sua declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, ele tem R$ 108,5 milhões em patrimônio e grande parte desses recursos provém do aglomerado de empresas em seu nome, que inclui seguradora, frigorífico e jornais.

    Longe dos números frios declarados pelo próprio parlamentar, sua fortuna é controversa.

    O deputado é alvo de três inquéritos e uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF), dois deles em fase avançada, graças às investigações já realizadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Paraná.

    A suspeita mais recorrente nas investigações é a de que o deputado milionário tenha enriquecido graças a calotes aplicados nos seus credores e a uma série de manobras no patrimônio familiar para salvar seus bens de execuções.

    Segundo o Ministério Público Federal, a soma das dívidas de Kaefer com credores e instituições financeiras passa de R$ 1 bilhão, se somados os juros e as multas. É dez vezes o patrimônio que ele declara possuir.

    O mais delicado dos processos é o inquérito 3678/2013, relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello. Composto de diligências policiais e depoimentos de testemunhas, o caso caminha rapidamente.

    No dia 13 de agosto, o deputado foi chamado a depor sobre o pedido de recuperação judicial das empresas de um dos seus grupos, o Diplomata, mas não compareceu.

    Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, há indícios de que a falência foi fictícia e serviu apenas para não pagar a credores do grupo, pois a mesma empresa fez doações para a campanha política do deputado e ainda transferiu mais de R$ 27 milhões para sua conta pessoal.

    Dias antes do pedido de recuperação, Kaefer se retirou da sociedade, deixando sua mulher na administração. Para o MP, foi uma tentativa de evitar que seu patrimônio fosse considerado parte do processo.

    “Tudo leva a crer que a retirada de Alfredo Stoffels Kaefer das sociedades foi um ata meramente formal, cujo fim era ludibriar credores e permitir operações e manobras”, concluiu Janot.

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    Em setembro, Kaefer se tornou réu no STF por fraude do sistema financeiro.

    A ação penal aberta contra ele apura crimes de gestão fraudulenta, empréstimo dissimulado e fornecimento de informação falsa ao Banco Central quando era presidente do conselho de gestão da empresa Sul Financeira S/A.

    O parlamentar nega todas as acusações e chegou a criticar o juiz do Paraná que decretou a intervenção em suas empresas.  

    Foto: George Gianni/PSDB



    Publicado por jagostinho @ 11:44



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