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  • 24dez

    FOLHA.COM – MARIO CESAR CARVALHO DE SÃO PAULO

    A executiva afirma ter alertado desde 2009 a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, de que havia irregularidades na refinaria Abreu e Lima e em serviços de comunicação.

    Ela relata que comunicou as supostas irregularidades por e-mail e em conversas pessoais.

    Graça nega que tenha sido omissa ou que a executiva tenha falado sobre corrupção nas mensagens.

    Venina trabalhou como diretora-executiva da Petrobras em Cingapura de julho de 2012 até este mês, quando perdeu o cargo após uma comissão interna apontar problemas de “não conformidade” em contratos da refinaria Abreu e Lima, sobre os quais ela teria sido responsável.

      Mauro Pimentel – 20.dez.2014/Folhapress  
    Venina Velosa caminha em frente de sua casa no bairro do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro
    Venina Velosa caminha em frente de sua casa no bairro do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro

     

    A refinaria é apontada pelos procuradores da Lava Jato como uma das fontes de propina distribuída pelo doleiro Alberto Youssef, a partir de contratos superfaturados.

    Na ação, os advogados de Venina dizem que é ilegal o corte de salário promovido pela estatal, de R$ 69,1 mil para R$ 24,2 mil brutos.

    Eles alegam que a estatal não pode cortar benefícios que ela recebe há mais de dez anos, segundo casos já julgados no TST (Tribunal Superior do Trabalho).

    Ela entrou na Petrobras em 1990 como geóloga e ocupou diversos cargos de gerência, nos quais tinha direito a benefícios.

    Graça disse na última segunda (22) à Folha e ao jornal “O Globo” que Venina ganhava mais do que ela quando estava em Cingapura (R$ 167,3 mil mensais, incluindo ajuda de custo para escola e reembolso de aluguel).

    Em 2013, Graça recebeu uma média mensal de R$ 158,3 mil.

    Venina trabalhou como gerente na diretoria de Abastecimento, subordinada a Paulo Roberto Costa, entre 2005 e 2009.

    Costa foi preso em março pela Operação Lava Jato, sob acusação de comandar um esquema de desvios em obras da estatal e confessou uma série de irregularidades após fechar um acordo de delação premiada para tentar obter uma pena menor.

    ASSÉDIO MORAL

    No pedido de indenização, os advogados de Venina citam dois casos que caracterizam como assédio moral.

    A geóloga diz ter sido enviada em 2010 pela primeira vez para Cingapura como uma retaliação às acusações que fez, mas que lá teria sido impedida de trabalhar.

    Ela diz ter feito um MBA na filial da Universidade de Chicago em Cingapura.

    O outro episódio descrito na ação como assédio ocorreu, segundo a ação judicial, entre fevereiro e julho de 2012, quando retornara por um período ao Brasil:

    Venina diz ter ficado por cinco meses numa sala na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, sem telefone nem computador e sem poder trabalhar.

    OUTRO LADO

    A Petrobras disse em nota à Folha que não foi intimada na ação trabalhista movida por Venina.

    Na última segunda-feira (22), Graça rebateu a acusação de que a ex-gerente tenha sofrido assédio moral dentro da petroleira.

    Ela negou também que a executiva tenha sido enviada a Cingapura como retaliação por ter apontado irregularidades em contratos.

    Segundo a presidente da Petrobras, a executiva foi trabalhar na Ásia por vontade própria.



    Publicado por jagostinho @ 16:41



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