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  • 04fev

    UOL

    Em depoimento prestado nesta terça-feira (3) ao juiz federal Sergio Moro, a funcionária da Petrobras Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente de Abastecimento subordinada ao ex-diretor Paulo Roberto Costa, afirmou ter percebido indícios de superfaturamento na obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a partir de relatórios da área de Engenharia e Serviços.

    Questionada pelo Ministério Público Federal, Venina citou uma ata de reunião, realizada em julho de 2007, na qual representantes de empreiteiras e da Petrobras teriam combinado formatos de licitação que beneficiavam as empresas.

    Isso, de acordo com a funcionária de carreira, acarretou em preços acima do ideal para a petroleira.

    Em dezembro, em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, a ex-executiva disse que toda a diretoria da Petrobras —incluindo a atual presidente da empresa, Graça Foster—, havia sido alertada sobre os desvios na estatal.

    O depoimento de Venina, que durou aproximadamente 45 minutos, foi o mais tenso entre as falas da Operação Lava Jato até agora.

    Antonio Sergio de Moraes Pitombo, advogado que defende o vice-presidente da Engevix Gerson Almada —preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde novembro—, fez dezenas de perguntas a Venina.

    Na primeira parte do interrogatório, as perguntas eram técnicas, sobre os processos de contratação da Petrobras.

    A ex-executiva respondia, sempre, que a área responsável pela assinatura de novos compromissos era a de Engenharia e Serviços e, portanto, não tinha como responder.

    Na segunda parte de seu questionário, Pitombo indagou Venina sobre o processo de seleção dos diretores da estatal.

    “Normalmente o que acontece é que os diretores são escolhidos pelo acionista majoritário, alguma coisa assim. Não existe um processo de seleção”, disse ela.

    Instada pelo advogado a desenvolver a fala, a ex-gerente disse: “Do que eu sei, é que existe um grupo de partidos, e esse grupo de partidos indica alguns diretores para algumas diretorias”.

    Pitombo, em seguida, perguntou: “Então não é o governo, mas um grupo de partidos políticos que indica? A senhora sabe em relação ao [ex-diretor] Paulo Roberto Costa qual é o partido que indicou?”. Venina respondeu: “PP”.

    A linha de questionamento foi seguindo até que o advogado de Almada fez perguntas de cunho subjetivo sobre o ex-diretor Paulo Roberto Costa.

    Ele disse: “O senhor Paulo Roberto Costa se vangloriava de ser próximo ao governo? Próximo ao acionista controlador, como a senhora chamou?”.

    O juiz Sergio Moro, então, impediu que a interrogada respondesse, indeferindo a pergunta. O advogado não protestou.

    ‘DE OUVI DIZER’

    No início das perguntas de Pitombo, após diversas negativas de Venina, outro defensor reclamou ao magistrado.

    Fábio Tofic Simantob, que representa três executivos da Engevix, disse que as respostas da ex-gerente ao Ministério Público Federal haviam sido completas, enquanto os defensores tiveram, até ali, suas indagações rejeitadas.

    “Excelência, posso só fazer uma questão de ordem, para que não prejudique o andamento do depoimento?”, começou Tofic Simantob.

    “Durante as perguntas do Ministério Público, o depoimento foi praticamente ‘de ouvi dizer’. Agora que afeta realmente coisas que a testemunha em tese teria que saber, ela se esquiva”, completou.

    Venina mostrou-se indignada e afirmou que também havia dado negativas ao Ministério Público.

    Moro, então, rejeitou a hipótese apresentada pelo defensor: “Desculpe, doutor, mas ela respondeu que não é da área dela. Mas, assim, enfim, pode continuar respondendo normalmente”, disse.

    Ele sugeriu em seguida que, “se a testemunha diz que [a pergunta] não é da área dela”, o advogado de Almada poderia abreviar o questionário.

    Ele se recusou a fazê-lo, argumentando que a linha de raciocínio das perguntas era importante para a compreensão, mesmo que Venina não respondesse tudo.

    Venina



    Publicado por jagostinho @ 10:28



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