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  • 08fev

    VEJA.COM

    Com cara e corpo de modelo, Magdalena Ogorek vem conquistando a imprensa e é a principal aposta do combalido Partido Social-Democrata polonês

    MADALENA

    Olhos azuis, lábios carnudos, longos cabelos louros, corpo de modelo e rosto de beleza eslava. Uma sólida formação acadêmica, com doutorado em história, passagem por uma conceituada universidade holandesa e livros de ensaios publicados.

    Fora da academia, ela já fez filmes e minisséries, apresentou um programa de TV e foi consultora de comunicação do Banco Central da Polônia.

    Tudo isso com apenas 35 anos de idade. Mas, entre as inúmeras qualidades ligadas ao nome da polonesa Magdalena Ogorek, falta um êxito crucial.

    Ela não conseguiu um lugar no Parlamento nas eleições de 2011.

    Conheçam Magdalena Ogorek, a candidata que vem sacudindo a campanha presidencial polonesa.

    A seleção de Magdalena para representar o Partido Social-Democrata (SLD, na sigla em polonês) na corrida presidencial provocou ondas de entusiasmo e críticas.

    Se por um lado a imprensa adorou sua fotogenia – ela virou figura fácil nos canais de TV e apareceu na capa das principais publicações do país –, os analistas políticos a apontaram como ‘o símbolo’ da derrocada do outrora poderoso partido de centro-esquerda.

    Nascido em 1991, no embalo da abertura da cortina de ferro, o SLD já foi um dos mais fortes partidos da Polônia e governou o país em duas oportunidades: entre 1993 e 1997, e entre 2001 e 2005.

    A força da legenda, porém, foi devastada por seguidos escândalos de corrupção envolvendo figuras proeminentes do partido e uma política econômica claudicante.

    Dos mais de 40% dos votos que o SLD conquistou em 2001, ano de sua maior votação, sobraram apenas pouco mais de 8% obtidos em 2011, ano das últimas eleições.

    As mais recentes pesquisas apontam que é muito improvável que Magdalena venha a se tornar “a chefe de Estado mais bonita da história”, segundo palavras de uma revista americana voltada para o público masculino, que também a definiu como “a candidata mais sexy do mundo”.

    O atual presidente Bronisław Komorowski lidera as sondagens com 62% das intenções de voto, bem acima dos 18% de Andrzej Duda, do partido Lei e Justiça, o segundo colocado. Magdalena está em terceiro lugar nas pesquisas, com 8%.

    Mesmo atacada por não possuir nenhuma experiência política, a candidatura de Magdalena vem ganhando momentum e as projeções apontam que ela pode ultrapassar os dois dígitos e até mesmo deixar Duda para trás até o dia 10 de maio, data da eleição.

    “Definitivamente, é uma candidatura arriscada”, disse ao Financial Times Lukasz Mezyk, editor do 300polityka, um site de notícias políticas da Polônia.

    “A candidatura poderia elevar o perfil do SLD, mas existe o perigo de eles pularam na boca do tubarão com esta decisão”, avaliou, referindo-se à possibilidade de o partido perder força política e credibilidade com uma eventual debacle de Magdalena na campanha e nas urnas.

    Apesar da desconfiança e das críticas, a candidata tornou-se a queridinha da imprensa local, que também adora fazer trocadilhos com seu sobrenome – Ogorek significa ‘pepino’ em polonês.

    Mesmo que a candidata não vença, sua agradável figura já botou o SLD novamente no radar da imprensa e dos eleitores e está servindo como uma ótima apresentação para as eleições mais importantes, as legislativas, a serem realizadas em outubro.

    O partido sabe que não deve vencer o pleito presidencial, mas espera voltar a ser relevante no Parlamento. No sistema presidencialista polonês, o presidente é o chefe de Estado, mas o chefe de governo e quem, de fato, comanda o país é o primeiro-ministro, eleito pelo Parlamento.

    Relaxada na posição de candidata franco-atiradora e habituada a seu papel de ‘coadjuvante de luxo’ na disputa pela Presidência, Magdalena vem dando conta do recado na campanha.

    Proferindo frases como “vou trabalhar para liberar o poder da juventude e dos empresários”, Magdalena calibra seu discurso para conquistar os corações e mentes dos jovens e da iniciativa privada – justamente dois dos setores da sociedade mais afetados pela crise europeia.

    E, para os críticos que acham que uma jovem ex-atriz não poderá chegar à Presidência, seus fãs recordam que Ronald Reagan, um ex-ator de filmes B que também foi ridicularizado no início de sua carreira política, chegou à Casa Branca e lá ficou por dois mandatos consecutivos.



    Publicado por jagostinho @ 16:52



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