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  • 11fev

    REUTERS

    Nora de presidente obteve empréstimo milionário durante campanha eleitoral

    Michelle Bachelet, presidente do Chile

    Michelle Bachelet, presidente do Chile (Divulgação)

    Membros da família da presidente do Chile, Michelle Bachelet, tiveram acesso privilegiado a um empréstimo bancário, reconheceu o governo nesta semana.

    A nora de Bachelet, Natalia Compagnon, obteve um empréstimo equivalente a cerca de 10 milhões de dólares para a compra de terras em nome de uma empresa na qual possui uma participação de 50%, noticiou a revista Que Pasa.

    Natalia fez o financiamento durante a campanha eleitoral de 2013, após uma reunião com o vice-presidente do Banco do Chile, Andronico Luksic, um dos homens mais ricos do país e membro da família que controla o banco.

    O filho da presidente e marido de Natalia, Sebastián Dávalos, que trabalhava como gerente de projetos da companhia, também participou do encontro.

    O terreno agora está sendo vendido com lucro de quase 5 milhões de dólares. As terras estão localizadas em uma área que deve se valorizar com uma mudança legislativa em discussão, que alteraria a região de rural para urbana.

    Embora não haja indicação de que alguma lei tenha sido violada, a revelação teve grande repercussão no Chile e o casal foi acusado pela oposição de tirar vantagem de sua posição para obter crédito e fazer dinheiro.

    “Os parlamentares da [coalizão opositora] Aliança estão avaliando quais serão as ações legais que vamos apresentar para que seja investigado o filho da presidente Bachelet e sua nora por tráfico de influência”, disse o deputado José Manuel Edwards.

    O ministro interino das Finanças, Alejandro Micco, disse em uma entrevista à rádio local ADN que não havia “nada irregular” em relação ao empréstimo, mas reconheceu que “nem todos têm acesso ao presidente do banco”.

    Davalos provavelmente terá de renunciar à sua posição como representante da presidente na direção de uma fundação beneficente, acredita o analista político Pablo Salvat. “Isso vai afetar a popularidade de Bachelet? Provavelmente”, afirmou.

    Publicado por jagostinho @ 17:51



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