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  • 12fev

    FOLHA.COM

    O presidente nacional do PT, Rui Falcão, anunciou nesta quarta-feira (11) que o partido irá processar o ex-gerente da Petrobras Pedro José Barusco Filho.

    Barusco declarou, em depoimento de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, que o PT recebeu entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões provenientes de propina da petroleira.

    “Nós vamos fazer uma interpelação cível e criminal contra esse bandido Pedro José Barusco Filho”, disse Falcão, na sede do diretório nacional do PT em São Paulo.

    O dirigente informou, ainda, que seu partido irá adotar a mesma postura com todos os que fizerem declarações “sem provas”, o que seria, de acordo com ele, o caso.

    Rui Falcão reafirmou o que o PT tem declarado desde que apareceram as primeiras suspeitas de recebimento de propina: todas as doações recebidas pelo partido foram legais e declaradas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Questionado se houve triangulação do dinheiro —empreiteiras conseguiam contratos com a Petrobras e, por isso, fariam doações legalmente ao partido—, Falcão afirmou que o partido não tem como saber se esse esquema acontecia.

    “A gente recebe [doações] de boa-fé”, disse. “Como é que passa recibo para dinheiro de caixa dois?”, finalizou.

    Sergio Lima/Folhapress
    O presidente do PT, Rui Falcão, com a presidente Dilma Rousseff
    O presidente do PT, Rui Falcão, com a presidente Dilma Rousseff na diplomação para o 2º mandato

     

    O partido também irá entrar com pedidos de sindicância no Ministério da Justiça pedindo que sejam investigados supostos vazamentos de informação por parte da Polícia Federal, subordinada à pasta.

    O PT também pedirá que haja uma apuração para descobrir, caso vazamentos de informação sejam comprovados, se eles foram seletivos —ou seja, se apenas dados negativos ao partido foram divulgados.

    Durante a entrevista, Falcão disse ainda que delegados envolvidos na Lava Jato quebraram o princípio da impessoalidade, ao manifestar-se a favor do então presidenciável tucano, senador Aécio Neves (MG), em redes sociais.

    O caso foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” em novembro do ano passado. Os delegados também faziam críticas ao PT, à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

    Sobre as relações de petistas com o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque, que teria sido indicado ao cargo pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o presidente da sigla afirmou que eram apenas “relações sociais”, sem ligação com recebimento de doações ao partido.

    Na quinta-feira (5) passada, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi conduzido à sede da PF em São Paulo para prestar esclarecimentos sobre, entre outros assuntos, suas relações com Duque.

    Ele confirmou que se encontrou com o ex-diretor no hotel Windsor, no Rio, mas disse que foram somente conversas sociais.

    Em outro trecho de seu depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato, o ex-gerente Barusco narrou que Vaccari e Duque —seu ex-chefe na estatal— se encontraram não apenas no Windsor, o que o tesoureiro confirmou, mas também em um hotel de Santos (SP).

    Rui Falcão afirmou nesta quarta que o ex-gerente não foi indicado ao cargo pelo PT. “

    Quem indicou o Barusco, não sei”, afirmou. “Não foi do PT.”



    Publicado por jagostinho @ 16:43



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