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  • 18fev

    VEJA.COM- Luís Lima

    Fundo de Ohio quer liderar ação coletiva contra Petrobras nos EUA

    Em entrevista ao site de VEJA, procurador-geral do Estado diz que fraude financeira foi ultrajante, o que motivou sua decisão de buscar tomar a frente do processo

     
    "Petrobras não divulgou corrupção para os investidores e violou as leis dos Estados Unidos", diz Mike DeWine

    “Petrobras não divulgou corrupção para os investidores e violou as leis dos Estados Unidos”, diz Mike DeWine (J.D. Pooley/Getty Images)

    As denúncias de corrupção na Petrobras complicam, cada vez mais, a situação da empresa não só aqui no Brasil, mas também no exterior.

    Nos Estados Unidos, até o momento, cinco ações coletivas são movidas contra a estatal, tanto por grandes fundos quanto por pessoas físicas. Faz parte de uma delas o fundo de pensão do Estado de Ohio, que estima perdas de, no mínimo, 50 milhões de dólares. 

    Em entrevista ao site de VEJA, o procurador-geral do Estado, Mike DeWine, manifestou a intenção de liderar a causa.

    “A fraude é tão ultrajante, que temos a obrigação de tentar liderar o processo para melhor proteger os interesses dos trabalhadores e pensionistas do Estado”, disse.

    A ação em questão será analisada pelo juiz Jed Rakoff, da corte sul do distrito de Nova York, o que pode levar dois anos.

    Trata-se de uma class action, uma modalidade de ação coletiva que representa os interesses de um grupo de pessoas e provoca efeitos sobre todos os membros.

    A decisão do juiz, portanto, valerá para todos os investidores que tiveram perdas com corrupção na Petrobras nos EUA, mesmo que não tenham aderido à causa.

    Na entrevista a seguir, DeWine defende a unificação das ações apresentadas até o momento e diz que está otimista em relação ao desfecho do caso: 

    Quais são os principais motivos que levaram o fundo de Ohio a participar da ação coletiva contra a Petrobras? 

    >>>   Nossa defesa é de que a Petrobras não divulgou para os investidores diversos fatos envolvendo corrupção, violando as leis dos Estados Unidos. Com isso, o Sistema de Aposentadoria dos Funcionários Públicos de Ohio teve uma grande perda financeira.

    A fraude é tão ultrajante que temos a obrigação de tentar liderar o processo para melhor proteger os interesses dos trabalhadores e pensionistas do Estado.

    É possível comparar este escândalo com o caso da companhia de energia Enron? 

    >>>   O Estado de Ohio também esteve envolvido no caso de fraudes contábeis da Enron, mas as situações são distintas. Sobre a Petrobras, Ohio nunca esteve em meio a um caso de fraude financeira envolvendo agentes públicos.

    Qual é a perda estimada com as denúncias de corrupção na Petrobras? 

    >>>   No caso dos fundos de Ohio e também dos Estados de Idaho e Havaí, que aderiram à ação em conjunto, o montante estimado é superior a 50 milhões de dólares. Mas este número pode ser maior, caso novas denúncias de corrupção sejam reveladas.

    Ohio pretende tomar alguma nova providência sobre o caso? 

    >>>   Se formos nomeados litigantes principais (líderes do processo), o que é um objetivo, Ohio terá mais poder de voz nas decisões sobre o processo.

    Nesta class action, todos os fundos de pensão que investiram na Petrobras são partes envolvidas, mesmo que não tenham aderido ao processo. Nesses casos, geralmente, o tribunal elege uma ou mais partes para liderar e dirigir o processo.

    Qual a sua expectativa em relação ao andamento e conclusão do processo?

    >>>   Acreditamos que as cinco ações apresentadas podem ser unificadas, mas isso é uma decisão da Justiça. Sobre o processo, estamos eticamente proibidos de comentar a análise do juiz, mas acreditamos que nossos argumentos serão bem-sucedidos. 

    Publicado por jagostinho @ 12:58



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