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  • 22abr

    VEJA,COM

    Delator diz que Dirceu fez lobby por contrato na Petrobras

    Executivo da Toyo Setal afirma que ex-ministro interveio pela contratação da empresa junto ao ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli

     

    José Dirceu
    José Dirceu(Rocha Lobo/Futura Press)

     

    O executivo da Toyo Setal Julio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou em novo depoimento prestado no dia 8 de abril, que o ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu interveio pela contratação da empresa junto ao ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.

    O depoimento faz parte do material encaminhado pela Polícia Federal ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) relativo aos inquéritos que apuram envolvimento de políticos no esquema de corrupção e propina na estatal.

    Camargo disse à PF que conheceu o petista em uma festa de aniversário do ex-ministro, quando ele já tinha deixado a Casa Civil.

    O convite foi feito por um amigo em comum. Os dois tiveram mais de vinte encontros, segundo os relatos de Camargo, a maioria no escritório ou residência de Dirceu.

    No novo depoimento, Julio Camargo afirma que tinha meios de dar suporte financeiro à Petrobras, mas em contrapartida a estatal deveria celebrar contrato com um consórcio do qual a Toyo fazia parte.

    Diante da sinalização de mudança da Petrobras desse modelo de negócio, o executivo teria buscado ajuda de Dirceu. O ex-ministro disse, segundo o relato de Camargo, “ter feito gestão junto a Gabrielli no sentido de entender por qual razão a Petrobras havia mudado a sistemática”.

    Ele declara que doou valores ao PT, mas destaca que nunca ofereceu vantagens “devidas ou indevidas” a José Dirceu. O executivo lembra ter dado apenas um uísque e um vinho ao ex-ministro, o último como presente em um aniversário.

    Apesar disso, Camargo diz ter autorizado viagens de Dirceu em seu avião em “várias oportunidades”, mas não se lembra de o petista ter feito menção a ninguém da Petrobras nas viagens.

    À Agência Estado, Gabrielli disse não se lembrar de nenhuma discussão sobre modelo de contratação da Toyo.

    “Não tenho a menor ideia sobre o que se refere sua consulta. Não lembro de nenhuma discussão geral sobre modelo de contratação da Toyo e é muito difícil lembrar, sem maiores detalhes, especialmente sem relacionar qual projeto esta questão poderia estar associada. Quanto a conversas deste teor com José Dirceu tenho certeza que nunca tive”, afirmou o ex-presidente da estatal.

    O advogado de José Dirceu nas investigações relativas à Lava Jato, Roberto Podval, afirmou que o depoimento de Camargo aponta que nenhum negócio foi firmado.

    Podval diz ainda “não ver ilicitude” no caso, uma vez que Dirceu não estava mais no governo e possui empresa de consultoria.

    Venezuela – Dirceu e o executivo da Toyo também conversaram sobre Venezuela, segundo o delator.

    A Toyo enfrentava problemas na execução de contratos no País e Dirceu chegou a sinalizar que “conseguiria uma entrada” de Camargo com o presidente da PDVSA, estatal venezuelana responsável pela exploração de petróleo, de acordo com o depoimento.

    O executivo não teve autorização da Toyo para continuar com a negociação, conforme a delação.

    Cunha – O executivo da Toyo relata ainda ter se encontrado com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em duas ocasiões.

    Os dois trataram sobre questões do setor portuário. Na época, estava em tramitação no Congresso a medida provisória conhecida como MP dos portos, que regulamentou o setor.

    Cunha teria perguntado a Camargo se haveria disponibilidade de a Toyo, por meio de banco japonês, conseguir financiamento para projetos de investimentos nos portos.

    O peemedebista teria prometido “fazer gestões” para a contratação da Toyo caso o financiamento fosse obtido. As conversas cessaram depois que Camargo afirmou que não conseguiria obter o financiamento.

    Cunha disse ter sido procurado por diversas pessoas na época da tramitação da MP dos Portos. Uma delas poderia ter sido Camargo, segundo o presidente da Câmara.

    Ele destaca que o executivo queria investir e a nova legislação previa investimentos privados em áreas externas dos portos.

    O depoimento de Julio Camargo foi uma das diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República no inquérito que investiga o senador Edison Lobão (PMDB).

    O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse em delação premiada que recebeu do parlamentar a solicitação da entrega de 1 milhão de reais.

    O doleiro Alberto Youssef disse que já foi levar dinheiro para o Maranhão em razão de uma operação com Julio Camargo e que não sabe quem era o destinatário dos valores.

    No depoimento do início de abril, Julio Camargo negou ter dado a Youssef valores para pagamentos no Maranhão ou para pagamentos de interesse de políticos do Estado.



    Publicado por jagostinho @ 16:05



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