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  • 28abr

    carlos_brickmann_111Coluna de Carlos Brickmann

    Um alto dirigente político acaba de renunciar ao cargo, depois da denúncia de ter sido subornado por um empreiteiro.

    Valor do suborno, conforme a denúncia: pouco menos de US$ 28 mil (mil mesmo: não é milhão nem bilhão).

    O empresário não teve a oportunidade de livrar-se com delação premiada, nada dessas coisas: quando foi acusado por desvio de dinheiro, suicidou-se, deixando uma lista com o nome de altos dirigentes políticos, todos ligados à presidenta da República, e o valor do suborno pago a cada um.

    O líder renunciante negou as acusações, lembrou que foi o primeiro a propor guerra total à corrupção, garantiu que jamais recebeu suborno nem deste empreiteiro nem de ninguém, mas renunciou para que a sombra de seu alto cargo no Governo não atrapalhasse as investigações.

    A presidenta já teve vários auxiliares acusados de corrupção (nenhum, entretanto, tão importante quanto este); e garantiu que apoia integralmente as investigações.

    História esquisita, não? Mas vamos esclarecê-la: o país não é o Brasil, claro. É a Coreia do Sul.

    Quem renunciou, acusado de suborno, foi o primeiro-ministro Lee Kwan-koo, ligadíssimo à presidenta da República, Park Geun-hie, que aliás se encontrou com Dilma na sexta-feira.

    O empreiteiro que se suicidou ao ser acusado de subornador é Sung Wang-hong. Não, ele não pagou para conseguir contratos, mas para receber apoio político à sua candidatura a deputado (e perdeu a eleição).

    A presidente assegura que, como nos casos anteriores de auxiliares acusados de corrupção, não sabia de nada. 

    E, caro leitor, deixe a maldade de lado.

    Felação premiada
    Parece inacreditável, mas há espaço para grandes escândalos fora da área federal (ao menos por enquanto), que combinam sexo, dinheiro e pedofilia.

    Este, que se segue, é composto de vários crimes hediondos, mais a velha e tradicional corrupção. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, um ex-deputado, Sérgio Assis, do PSB, e um vereador, Alceu Bueno, do PSL, foram filmados mantendo relações sexuais com meninas de no máximo 15 anos.

    Quem providenciava as meninas era Fabiano Viana Otero; além das jovens, ele providenciava o equipamento de vídeo e as gravações clandestinas, depois utilizadas para chantagear os clientes. Otero disse contar com a ajuda do empresário Luciano Roberto Pageu e do ex-vereador Robson Martins – ambos com prisão preventiva decretada.

    Agora, a parte mais inacreditável: Otero propôs à Justiça e ao Ministério Público uma delação premiada, em que entregaria outros políticos envolvidos no caso, por “participação indireta” na exploração sexual das jovens, e outros vídeos com Sérgio Assis e Alceu Bueno.

    Em troca, pede que sua prisão seja revogada. 

    Assim que o caro leitor se recuperar do enjoo, a dúvida: é só lá que tem disso?



    Publicado por jagostinho @ 18:53



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