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  • 02jul

    GAZETA DO POVO – Fábio Silveira, do JL

     

    MP relata supostos repasses ilegais à campanha de Richa

    Denúncia da Operação Publicano detalha quatro situações em que o destino da suposta propina teria sido a campanha tucana

    Luiz Abi é suspeito de ser o operador do esquema na Receita.Foto:- Gilberto Abelha/Jornal de Londrina

    Luiz Abi é suspeito de ser o operador do esquema na Receita.Foto:- Gilberto Abelha/Jornal de Londrina

    Quatro das 124 situações narradas pelo Ministério Público (MP) do Paraná na ação penal proposta na segunda-feira (29), concluindo a segunda fase da Operação Publicano, apontam que o destino da suposta propina obtida por auditores fiscais teria sido a campanha à reeleição do governador Beto Richa (PSDB).

    O PSDB nega.

    Nas quatro passagens, é citado o empresário e primo distante do governador Luiz Abi Antoun, suspeito de ser o operador do esquema na Receita Estadual.

    A Publicano investiga o favorecimento à sonegação fiscal em troca de propina.

    Duas das situações narram que a KPS Industrial Ltda., de Apucarana, teria pagado R$ 1,4 milhão de propina aos auditores entre 2013 e 2014, o que teria permitido à empresa usar R$ 5,6 milhões em créditos fictícios de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para abater dívidas com o Fisco.

    Esses créditos teriam sido gerados a partir de operações comerciais que não existiram e que, por isso, são tratados como “fictícios” pelos promotores.

    O valor da propina equivaleria a 25% do que a empresa teria lançado como crédito para abater do imposto devido.

    Na denúncia, promotores dizem que, de R$ 1,4 milhão pago em propina, R$ 800 mil teriam sido repassados a Luiz Abi e, depois, à campanha de Beto Richa.

    Os R$ 800 mil teriam sido pagos em dez parcelas de R$ 80 mil. O restante teria obedecido a uma divisão que auditores faziam entre eles.

    Conforme a denúncia, o representante da empresa, Sérgio Fujiwara, teria tomado a iniciativa de procurar os auditores para propor o “negócio”.

    Em 11 de maio e em 2 de junho, depois de divulgados dados sobre a delação premiada do ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita de Londrina Luiz Antônio de Souza, a KPS teria retificado o lançamento dos créditos “fictícios” de julho de 2013 a dezembro de 2014, “zerando” todos eles.

    Outras situações

    Nas outras duas situações narradas pelo MP, não foi apurado o valor que teria sido pago como propina pela empresa.

    Conforme a denúncia, Luiz Pontes de Oliveira Filho, que seria um dos “responsáveis pela arrecadação de campanha de Richa à reeleição”, teria abordado José Roberto Pontalti, da Pontalti Indústria e Comércio de Resíduos de Madeiras, de Arapongas, para pedir doação eleitoral.

    Diante da negativa do empresário, os auditores teriam iniciado uma fiscalização na empresa, que só foi interrompida depois que o dono aceitou fazer uma doação à campanha do atual governador.

    Outro lado

    O empresário Sérgio Fujiwara, da KPS , não foi localizado pela reportagem. O advogado de Luiz Abi Antoun também não retornou o contato feito.

    Luiz Pontes de Oliveira Filho não foi localizado. O empresário José Roberto Pontalti, da Pontalti Indústria e Comércio de Resíduos de Madeiras, confirmou ter sido procurado por Luiz Pontes com um pedido de contribuição para a campanha de Beto Richa (PSDB), mas negou que tenha feito qualquer doação.

    Sobre a fiscalização da Receita, Pontalti afirmou que ela ainda não foi concluída. Luiz Pontes, que é seu amigo, não relacionou o pedido de doação à campanha com a fiscalização da Receita.



    Publicado por jagostinho @ 10:26



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