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  • 24jul

    VEJA.COM

    Odebrecht e Andrade Gutierrez entram na mira do Ministério Público português

     

    Procuradoria suspeita que empreiteiras brasileiras tenham sido beneficiadas no governo de José Sócrates, o ex-premiê português que foi preso no ano passado, em contratos que somam 3,2 bilhões de reais, segundo jornal português

     

     

    A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão durante operação no escritório da Construtora Odebrecht, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (19)
    Fachada da Odebrecht: contratos da empreiteira são alvo de investigação em Portugal(Pilar Olivares/VEJA)

    Portugal tornou-se mais uma fonte de preocupações para as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, cuja cúpula está presa no Paraná desde a 14ª fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

    Segundo edição desta sexta-feira do jornal Correio da Manhã, o Ministério Público português investiga contratos firmados por duas subsidiárias das empresas brasileiras entre 2005 a 2011, durante o governo do ex-primeiro-ministro José Sócrates, que está preso desde o ano passado sob suspeita de corrupção e fraude fiscal.

    Os contratos somam 900 milhões de euros – ou 3,2 bilhões de reais.

    De acordo com o diário português, o foco do Ministério Público são obras nas barragens do Sabor e do Alqueva, rodovias na Grande Lisboa, Baixo Tejo e Douro Litoral e escolas.

    A suspeita é de que a Odebrecht e a Andrade Gutierrez tenham sido beneficiadas no governo de Sócrates.

    Conforme o Correio da Manhã, Odebrecht e Andrade Gutierrez atuam no país desde a aquisição, respectivamente, da Bento Pedroso Construções e da Zagope, e obtiveram diversos contratos com o governo para construção de barragens e rodovias e modernização de escolas.

    Colaboração – A Bento Pedroso e a Zagope entraram na mira do MP português durante as investigações do caso Monte Branco, maior escândalo de lavagem de dinheiro do país, que apura a movimentação de fortunas por intermédio de offshores, contas na Suíça e em Portugal.

    Foi no âmbito deste caso que surgiram pistas que levaram à prisão do ex-premiê português, no âmbito da Operação Marquês, e possíveis pontos de contato com a Lava Jato.

    Nesta terça-feira, a Procuradoria-Geral da República de Portugal confirmou que colabora com a força-tarefa da Lava Jato. O pedido de ajuda internacional partiu das autoridades brasileiras.

    EUA – Os negócios da empreiteira brasileira Odebrecht no exterior já haviam chamado a atenção da diplomacia americana, que apontou para suspeitas de corrupção em obras espalhadas pelo mundo na segunda gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010).

    Telegramas confidenciais do Departamento de Estado americano revelados pelo grupo WikiLeaks relatam ações da empresa brasileira e suas relações com governantes estrangeiros.

    Lula é citado em iniciativas para defender os interesses da Odebrecht no exterior.



    Publicado por jagostinho @ 10:26



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