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  • 29jul

    PARANÁ PORTAL

    A 16ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (28), confirma o que o brasileiro já suspeitava.

    O consumidor está pagando a conta da corrupção também no setor elétrico. Duas das maiores obras do setor, a Usina Angra 3 e a Belo Monte, são alvo das investigações.

    O esquema que drenou os recursos investidos nas obras seria semelhante ao que funcionava na Petrobras, com irregularidades nas licitações, superfaturamento e o uso de empresas de fachada.

    Além disso, com o atraso nas obras, o sistema elétrico brasileiro precisou ativar as usinas térmicas, que tem um custo de produção até 8 vezes mais caro.

    Em entrevista ao Paraná Portal, o cientista político Emerson Cervi, afirmou que o “custo corrupção” está na base da planilha de qualquer obra púbica no Brasil: “desta vez tivemos o custo da corrupção mais o fator ambiental”.

    Cervi questionou o frequente atraso nas obras, que dão margem para o superfaturamento: “nenhuma obra pública neste país sai no prazo. Nem Itaipu, nem a construção de Brasília”.

     O cientista político lembrou ainda que, depois do apagão dos anos 90 por falta de infraestrutura, as obras saíram do papel e o sistema voltou a se equilibrar.

    O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que não tem dúvidas de que, além da má gestão e falta de planejamento, que atrasaram a conclusão das obras, a corrupção foi uma das principais causas do rombo no setor elétrico que desencadeou a disparada da tarifa da energia.

    “A corrupção é endêmica também na área da energia e acredito que foi o peso maior que impactou no preço da tarifa”, afirmou.

    Segundo o senador, a população não tem acesso à “caixa preta” do Operador Nacional do Sistema, órgão responsável por definir o custo da energia.

    “Nós mesmos não temos condições técnicas de avaliar os cálculos, não há instrumentos de transparência”, lamentou.

    Angra 3 – orçamento dobrou

    A usina nuclear de Angra 3, que deveria estar produzindo energia desde o ano passado, só deve entrar em operação em 2018. O atraso dobrou o orçamento inicial, que passou de R$ 7 bilhões para R$ 15 bilhões.

    O presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, preso nesta terça-feira, teria recebido R$ 4,5 milhões de comissão por contratos com as empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix.

    Belo Monte – propina para obra sair do papel

    A construção da usina de Belo Monte, no Pará, projetada para ser a maior usina do Brasil e a terceira maior do mundo, também é alvo de um inquérito que corre sob segredo de Justiça no Paraná.

    Orçada inicialmente em R$ 25,8 bilhões, Belo Monte já ultrapassa a marca de R$ 30 bilhões em um ano de atraso.

    A obra é gerida por um consórcio formado por dez empreiteiras, entre elas Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e a Galvão Engenharia, já investigadas pela Lava Jato.

    O inquérito aponta pagamento de suborno a dirigentes da Eletronorte e a políticos.

    Em março, durante delação premiada, o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, confessou ter pago R$ 20 milhões em propina nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

    Afirmou ainda que um dos destinatários do suborno seria o diretor da Eletronorte Adhemar Palocci, irmão do ex-ministro Antonio Palocci.

    O Paraná Portal entrou em contato com o ONS, o Operador Nacional do Sistema, para saber até que ponto a corrupção inflacionou a tarifa de energia elétrica, mas até a tarde desta terça-feira não recebeu resposta.



    Publicado por jagostinho @ 10:24



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