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  • 30jul

    FOLHA.COM

     

    Operação na Itália teve muito mais prisões do que Lava Jato, diz Moro

     

     

    Paulo Lisboa/Folhapress
    O juiz federal Sérgio Moro durante palestra na sede do Sesc em Curitiba
    O juiz federal Sérgio Moro durante palestra na sede do Sesc em Curitiba

     

    O juiz federal Sergio Moro comparou o número de presos da Operação Lava Jato com o da Operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália nos anos 1990, e disse que a quantidade de detidos na investigação brasileira permanece “muito distante”.

    Moro proferiu uma palestra para um público de 300 pessoas, promovida pelo Instituto dos Advogados do Paraná nesta quarta-feira (29) em Curitiba.

    Ele passou parte do evento falando sobre a investigação de combate à corrupção na Itália, um de seus temas preferidos, e afirmou que há muitas semelhanças com o que ocorre hoje no Brasil.

    “Muitas vezes ouvimos críticas pelo número das prisões cautelares desse caso da Operação Lava Jato, mas nós estamos muito distantes das 800 prisões das Mãos Limpas.”

    Advogados vêm questionando o juiz desde o ano passado por determinar dezenas de prisões de suspeitos que ainda não foram julgados.

    Na palestra, Moro disse que na Itália havia um quadro de corrupção sistêmica, o que prejudicou a economia do país e também acontece hoje no Brasil.

    Para o juiz, a corrupção dificulta o destaque das empresas brasileiras em concorrência com as estrangeiras.

    Moro também afirmou que casos como a Lava Jato e o mensalão não podem ser tratados como “pontos fora da curva”.

    Quanto mais regulares forem esses tipos de investigação, disse, mais barato será para o poder público.

    LENTIDÃO

    Ele também fez uma menção a um escândalo de corrupção na Receita do Paraná, governado pelo tucano Beto Richa.

    Moro disse que o caso, que provocou uma série de prisões, deve ser julgado por um único juiz para facilitar o processo.

    Moro também criticou na palestra a demora para a conclusão de processos no Judiciário e defendeu mudanças para que os réus condenados cumpram a pena antes da decisão final do Supremo Tribunal Federal.

    Por fim, ele afirmou que tem muitos amigos advogados e que não tem nada contra eles, apesar de alguns problemas dentro dos processos darem a impressão errada.



    Publicado por jagostinho @ 08:47



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