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  • 31jul

    VEJA.COM

    Catta Preta diz que se sentiu ameaçada por CPI

     

    Advogada que negociou a maioria das delações dos réus da Lava Jato afirma que se sentiu intimidada pelo Congresso e que decidiu abandonar a carreira

     

     

    A advogada Beatriz Catta Preta durante entrevista ao 'Jornal Nacional'
    A advogada Beatriz Catta Preta durante entrevista ao ‘Jornal Nacional’(Reprodução/TV Globo)

    Uma semana depois de renunciar misteriosamente à defesa de réus do petrolão, a advogada Beatriz Catta Preta quebrou o silêncio.

    Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, ela afirmou que decidiu deixar a advocacia e atribuiu sua saída do caso à perseguição por integrantes da CPI da Petrobras que tentaram convocá-la para prestar depoimento.

    A acusação cria uma imagem perturbadora: integrantes de uma CPI teriam buscado intimidar uma advogada, responsável por orientar as delações que arrastaram a cúpula do Legislativo para o centro do escândalo.

    “Depois de tudo o que está acontecendo e por zelar pela minha segurança e dos meus filhos, decidi encerrar minha carreira. Eu fechei o escritório”, disse a advogada.

    Segundo ela, as ameaças não são diretas, mas “vêm de forma velada, cifrada”.

    Catta Preta não citou nomes de políticos, mas alegou que a pressão aumentou depois que o lobista Julio Camargo, da Toyo Setal, citou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como destinatário de 5 milhões de dólares do propinoduto que sangrou a Petrobras.

    E por que só agora Julio Camargo resolveu mudar seu depoimento e complicar Eduardo Cunha?

    “Ele tinha medo de chegar ao presidente da Câmara”, respondeu a advogada.

    “A fidelidade da colaboração, um colaborador não pode mentir. Isso o levou a assumir o risco e levar todos os fatos aos procuradores”, disse.

    Cunha nega as acusações, que o levaram a romper com o governo Dilma Rousseff, a quem atribui manipulação no rumo das investigações para atingi-lo.

    “Nunca cogitei fugir” – A retaliação à advogada teria sido feita por meio da aprovação de um requerimento, de autoria do deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), para convocar Catta Preta a prestar depoimento à CPI, onde seria questionada sobre quanto e como recebeu seus honorários para defender os réus da Lava Jato.

    Na entrevista, ela disse que ganhou menos da metade dos 20 milhões de reais aventados nos bastidores do Congresso e que o dinheiro foi recebido por meio de transferências bancárias e cheques em suas contas.

    “Minha vida financeira é correta. Nunca recebi um centavo fora do Brasil.”

    O autor do requerimento de convocação da advogada já foi classificado pelo doleiro Alberto Youssef como um “pau mandado” do presidente da Câmara.

    A convocação foi aprovada de forma simbólica – sem registro nominal dos parlamentares – por todos os presentes à sessão.

    Nesta quinta-feira, contudo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, concedeu habeas corpus que desobriga Catta Preta a comparecer à CPI.

    Catta Preta negou ter “fugido” do país ou estar de mudança para os Estados Unidos.

    “Eu estava em férias, costumo viajar. Nunca cogitei fugir do país”, disse.

    Violência – Catta Preta também concedeu entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, dizendo ter sido “insistentemente” ameaçada.

    Questionada se teme sofrer algum tipo de violência, respondeu afirmativamente: “Sem dúvida”

    A advogada disse também que sua renúncia não atrapalha as próximas etapas da Lava Jato, nem a defesa dos réus, reiterou que não se mudou para os Estados Unidos e concluiu a entrevista com elogios à força-tarefa do Ministério Público e ao juiz Sergio Moro.



    Publicado por jagostinho @ 12:19



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