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  • 03ago

    VEJA.COM

    Petrobras perdeu R$ 872 mi por acordo feito por Lula

     

    Em 2007, o ex-presidente petista e o presidente da Bolívia, Evo Morales, acertaram a compra do chamado “gás rico”, que não tem utilidade para a estatal

     

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(Paulo Whitaker/Reuters)

    Um acordo feito entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Bolívia, Evo Morales, causou um prejuízo de 872 milhões de reais aos cofres da Petrobras, de acordo com o balanço da empresa, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo veiculada nesta sexta-feira.

    O negócio se refere à venda do chamado “gás rico”, conjunto de componentes nobres que vêm misturados ao gás natural, mas que não tem utilidade para a estatal brasileira.

    Em 2007, Morales pediu ao ex-presidente Lula que a Petrobras passasse a pagar um adicional pelo produto excedente do gás natural.

    Na ocasião, após encontro com o presidente boliviano, em Brasília, Lula chegou a afirmar que os países mais ricos têm de ter “generosidade” e “solidariedade” com economias menores.

    Técnicos da Petrobras foram contrários ao negócio, uma vez que o gás natural seria usado para produzir energia nas termoelétricas.

    E como ele seria totalmente queimado, o “gás rico” não poderia ser aproveitado.

    Mesmo assim, após sete anos de impasse, a Petrobras pagou, em agosto do ano passado, 434 milhões de dólares à estatal boliviana pelo produto fornecido entre 2008 e 2013.

    No ano passado, a Petrobras explicou o pagamento, dizendo que ele iria gerar um saldo positivo de 386 milhões de reais no fim de 2014, pois o cálculo incluía outros acordos de exclusividade feitos com a Bolívia.

    “A Petrobras esclarece que o cálculo é absolutamente correto. É legítimo que a companhia considere seus acordos com a Bolívia de forma global, pois o resultado obtido reflete um conjunto de negociações que não podem ser vistas separadamente”, escreveu o gerente de imprensa Lucio Pimentel no fim de agosto.

    Procurada novamente na última sexta-feira, a Petrobras informou que não se pronunciaria sobre o prejuízo.

    Publicado por jagostinho @ 11:48



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