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  • 12ago

    GAZETA DO POVO

     

    Votação do ajuste fiscal é adiada, e ‘pacto’ de Dilma com Renan não passa no 1.º teste

     

    “Agenda positiva” do presidente do Senado não é consensual nem no PT.

     

    Já a Câmara segue na briga com o governo e dá andamento à pauta-bomba

     

    Renan Calheiros (ao centro) em reunião de líderes do Senado, na qual foi decidido o adiamento da votação do projeto da desoneração da folha salarial das empresas, uma das propostas do ajuste fiscal. Foto:-  Lula Marques /Agência PT

    Renan Calheiros (ao centro) em reunião de líderes do Senado, na qual foi decidido o adiamento da votação do projeto da desoneração da folha salarial das empresas, uma das propostas do ajuste fiscal. Foto:- Lula Marques /Agência PT

     

    Na busca por reconstruir a base aliada no Congresso, a presidente Dilma Rousseff decidiu endossar o pacote de projetos de lei para reanimar a economia apresentado na segunda-feira (10) pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

    O Planalto procurou nesta terça-feira (11) mostrar que a“agenda Brasil seria o marco da paz com o Senado.

    Mas os primeiros movimentos dos congressistas mostraram que a base aliada ainda está longe de ter sido reconstituída.

    Sem consenso entre os líderes da Casa, o Senado adiou nesta terça a votação do projeto que acaba com a política de desoneração da folha de pagamento – uma das medidas do ajuste fiscal do governo.

    E, na Câmara Federal, o acerto entre Dilma e o Senado foi visto pela cúpula como uma afronta à Casa – uma tentativa de jogar no colo dos deputados a responsabilidade pela crise política.

    Além disso, o plenário da Câmara deu andamento nesta terça à votação da PEC 433 – um dos itens da “pauta-bomba”.

    A proposta, aprovada em 1.º turno na semana passada, aumenta em até 90% os salários dos advogados da União, dos procuradores estaduais e dos delegados das polícias Federal e Civil – com custo anual para a União de R$ 2,5 bilhões.

    Os deputados rejeitaram o destaque para incluir os auditores fiscais entre os beneficiados.

    A votação do destaque, porém, libera a Câmara para votar em 2.º turno o texto-base da PEC.

    Coincidência

    Dilma buscou afagar Renan pela apresentação da “agenda Brasil”. Disse que os projetos levados ao Planalto pelo presidente do Senado “coincidem plenamente” com as propostas do governo e são “a agenda positiva para o país”.

    “[Isso] mostra, por parte do Senado, uma disposição de contribuir para o Brasil sair das suas dificuldades.”

    Apesar dessas declarações, Renan procurou descolar sua imagem da de Dilma. Fez questão de frisar que não está apoiando o governo, mas o país.

    “Não estamos estendendo a mão a um governo que é efêmero e falível”, disse.

    Além disso, em mais um sinal de que o agrado a Renan não necessariamente vai funcionar, nem mesmo aliados próximos de Dilma no Senado chancelaram todas as propostas apresentadas pelo peemedebista.

    O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), elogiou a postura de Renan, mas afirmou que há questões que são inegociáveis para o PT – tais como a proposta de passar a cobrar por serviços do SUS, a simplificação dos processos de licenciamento ambiental e o projeto de terras indígenas.

    Já na Câmara, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), viu no “acordo” entre Dilma e Renan uma tentativa de isolá-lo.

    E passou um recado ao Planalto. “É preciso ter cautela com uma coisa: vivemos, pela Constituição, um sistema bicameral. (…) [A exclusão da Câmara dos debates] é uma tentativa de passar uma imagem de que só existe o Senado e de que vai criar constrangimento para a Câmara. Não vai. Isso é bobagem.”

    Cunha citou o caso da proposta de repatriação de dinheiro ilegal mantido no exterior por brasileiros, prevista nas propostas de Renan.

    “Não adianta aprovar lá que não vai aprovar aqui. Então corre-se o risco de ficar jogando para a plateia uma coisa que não vai acontecer. “

    Publicado por jagostinho @ 10:24



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