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  • 17ago

    REINALDO AZEVEDO 2BLOG DE REINALDO AZEVEDO – VEJA.COM

     

    Quantas pessoas estiveram nas ruas neste domingo? Em São Paulo, segundo o Datafolha, foram 135 mil; segundo a PM, 350 mil.

    Compilações da imprensa informam protestos em 165 cidades; os organizadores falam em mais de 400. Menor que a de março e maior do que a de abril?

    E daí? Essa conversa, eu já escrevi, é tola. Entrar nessa pendenga só interessa a quem não quer o povo na rua.

    Mas vá lá. Falemos um pouco de números. Atenção! Os dados a seguir são das respectivas Polícias Militares dos Estados, sempre mais conservadoras na contagem do que os organizadores:

    Manaus: 4 mil; Maceió: 12 mil; Salvador: 5 mil; Fortaleza: 15 mil; Cuiabá: 14 mil; Belém: 5 mil.

    Até quando escrevo, a PM de Pernambuco não deu o número de Recife — os organizadores falam em 60 mil.

    Ainda que tenha sido a metade, é muita gente. O PT não tem mais redutos.

    Nos Estados com um teor de oposicionismo historicamente maior, há números impressionantes nas capitais e em outras cidades.

    Destacam-se, no interior de São Paulo, 40 mil em Ribeirão Preto, 4 mil em Bauru, 6 mil em Jundiaí e 8 mil em Piracicaba.

    Vitória, no Espírito Santo, com 40 mil, fez, em termos proporcionais, uma das maiores manifestações do país; o mesmo se diga de Curitiba, no Paraná, com 60 mil.

    Também no Estado, Maringá reuniu 20 mil, e Londrina, outro tanto.

    O governo e o PT quebraram a cara.

    Esperavam menos gente, e muitos petistas, reunidos no Instituto Lula numa vigília de alguns gatos-pingados, chegaram a fazer pouco caso dos manifestantes, a exemplo de Jilmar Tatto, secretário de Transportes da cidade de São Paulo, e Paulo Teixeira, deputado federal.

    Lula não deu o ar da graça.

    O discurso oficial já estava pronto. O texto ensaiado apontaria a baixa adesão ao protesto, sugerindo, então, que Dilma já teria dado a volta por cima.

    Infelizmente para eles, é impossível sustentar essa tese. Ao contrário: o Brasil inteiro se mobilizou e, desta feita, a palavra de ordem era inequívoca: “Fora Dilma”, “Fora Lula” e “Fora PT”.

    Ainda que os organizadores devam lutar pela divulgação correta dos dados, insisto que é uma bobagem esse negócio de cobrar que as manifestações sejam sempre maiores.

    Como já escrevi aqui, em que isso muda a realidade objetiva? Se o protesto tivesse se mostrado um baita mico, em que isso seria benéfico para Dilma? Mudaria a realidade da economia?

    Os brasileiros passariam a avaliar positivamente o seu governo?

    O Brasil não quer mais Dilma.

    O Brasil não quer mais o PT.

    E não em razão de seus acertos, mas dos desmandos e dos erros.

    Publicado por jagostinho @ 14:37



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