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  • 27ago

    TRIBUNA DO PARANÁ

     

     

    CAMPO DE SANTANA

    Atalho perigoso

     

     

    Um trecho curto, com menos de 100 metros de extensão, que liga de maneira improvisada, duas ruas do Campo de Santana, causa medo e transtornos aos moradores da região.

    Utilizado por quem precisa levar os filhos à escola ou fazer compras no comércio, a ligação da Rua Ângelo Tozim (comunidade Rurbana) com a Rua Alda Bassetti Bertoldi (Rio Bonito) passou a ser evitada após a ocorrência de crimes.

    Segundo os moradores, muitos já tiveram seus bens roubados e uma mulher já foi atacada e estuprada neste local, que é mal iluminado, coberto por vegetação fechada e que possui apenas duas pontes de madeira como caminho para a Rua Alda B. Bertoldi.

    Para eles, o ideal é que uma rua fosse aberta ali, mesmo que sem asfalto.

    Para evitar os riscos, a saída encontrada por muitos, foi procurar um caminho alternativo para chegar a seus destinos.

    Mas o trajeto que antes era curto, com o desvio feito a pé ou de carro, passou a ter cerca de cinco quilômetros de extensão.

    Insegurança

    Local virou ponto de consumo de drogas. Foto: Ciciro Back.

    Local virou ponto de consumo de drogas. Foto: Ciciro Back.

     

    Moradora do bairro há 10 anos, a diarista Andreia Baran, de 28 anos é uma das afetadas pela falta de segurança.

    “Eu fazia este trajeto todos os dias, pela manhã, às 6h30 e no fim da tarde, às 17h. Mas hoje tenho medo de passar por aqui, tanto, que passei a pagar uma van para levar meu filho na escola. E como é caro, na saída eu vou buscá-lo, mas na volta são quase cinco quilômetros com uma criança no colo”, relata.

    O vigilante Paulo Rodrigo Balão, 37, também reclama.

    “O lugar virou ponto de uso de drogas e depois que uma moradora foi estuprada, o povo do bairro ficou revoltado. Este é o caminho que temos para as escolas, creches, comércios e linhas de ônibus mais próximos, mas hoje é muito perigoso andar por aqui”.

    Segundo o comerciante Nilson Teófilo, 40, a situação está insustentável e os moradores estão cansados de pedir uma solução para o problema.

    “A gente pede que o poder público resolva e que melhore esse acesso. Já fizemos um abaixo assinado, mas até agora nada. O que eles querem? Que aconteça algo pior, que alguém morra aqui?”.

    Sem solução

    Pedido para abertura de rua foi negado pela prefeitura. Foto: Ciciro Back.

    Pedido para abertura de rua foi negado pela prefeitura. Foto: Ciciro Back.

     

    Há cerca de um mês, o vereador Rogério Campos entregou na prefeitura, na Regional Pinheirinho e na Câmara um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas de moradores, pedindo a abertura da rua.

    “Levei representantes da prefeitura, da secretaria de obras e da regional até o local, para mostrar o problema e para pedir a abertura de uma rua. Mas a resposta foi negativa. Segundo a superintendência da secretaria de obras não há recursos para executar o serviço, neste local em que as pessoas têm colocado suas vidas em risco”, explica.

    A prefeitura e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), informam que não existe projeto executivo de engenharia viária nem recursos previstos para executar a obra.

    Segundo o município, a área ainda tem um passivo ambiental significativo, que impede a abertura da via por estar em um fundo de vale dentro de Área de Preservação Permanente (APP) e bosque nativo relevante.

    A Polícia Militar (PM) informa que os roubos no Campo de Santana caíram 60,1% em relação ao mesmo período do ano passado, de 173 para 69.

    Já os casos de estupros passaram de um, em 2014, para dois, até julho. O 13º Batalhão de Polícia Militar investe em prevenção, fazendo rondas ostensivas e patrulhamentos.

    Publicado por jagostinho @ 10:26



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