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  • 30nov


    Mário Simas Filho é diretor de redação da revista ISTOÉ

     

    Embora o Brasil não seja visado pelos agentes do terror, o fato de sediar o maior evento esportivo do mundo o coloca como potencial cenário para as covardias jihadistas

     

    Os atentados ocorridos na França colocam ao Brasil um desafio enorme.

    Depois da trágica sexta-feira 13 de novembro, em Paris, o evento capaz de atrair a atenção de todo o planeta tem nome, data e local definidos: Jogos Olímpicos de 2016, em agosto, no Rio de Janeiro.

    É certo que antes disso teremos a COP 21 na França, com a presença de mais de 100 chefes de Estado, mas trata-se de um encontro que não chega aos pés de uma Olimpíada quando se tem na alça de mira o apelo popular e a visibilidade planetária.

    Nos jogos do Rio de Janeiro estarão presentes 10,5 mil atletas representando 205 países, 500 mil turistas estrangeiros e audiência global estimada em quatro bilhões de pessoas.

    O cenário perfeito para quem quer ser visto ou produzir ações que disseminem o pânico.

    A Olimpíada por si só já fornece números superlativos, e acrescente-se a eles o fato de o Brasil não ter em sua agenda diária a preocupação com atos de terrorismo, muito menos a convivência com homens-bomba, embora tenhamos na violência uma de nossas principais mazelas.

    Embora o Brasil não seja visado pelos agentes do terror, o fato de sediar o maior evento esportivo do mundo o coloca como potencial cenário para as covardias jihadistas.

    Não vamos nos esquecer que os Jogos de Munique, em 1972, e de Atlanta, em 1996, foram usados por terroristas.

    Portanto, depois do 13 de novembro, o desafio que se impõem a nossos agentes de segurança ganhou uma nova dimensão.

    Como garantir a integridade de tantos atletas e torcedores?

    Será possível terminar o evento com a imagem de um País pacifico e capaz de ser tolerante, de conviver com a diversidade e de ser implacável na defesa dos valores ditos civilizatórios?

    Para fazer do limão uma limonada, precisamos mais que o treinamento específico aos nossos policiais.

    Com rapidez, as autoridades brasileiras precisam se mostrar capazes de ter acesso e unificar informações em poder dos mais eficientes serviços de inteligência do mundo.

    Afinal, a informação prévia é a única arma que em tese pode conter alguém capaz de se explodir em nome de uma causa.

    Sem abrir mão de sua autonomia, os brasileiros precisam demonstrar capacidade de articulação para promover políticas de prevenção que reúnam em um só esforço interesses difusos e contraditórios e colocar sob seu comando os agentes de diversas culturas e nacionalidades.

    Até aqui, no que se refere aos Jogos Olímpicos, o Brasil, e particularmente o Rio de Janeiro, vêm surpreendendo por ações absolutamente positivas.

    Não há informação sobre desvios de recursos e boa parte das obras encontra-se absolutamente dentro do calendário estabelecido.

    Nada além da obrigação, mas muito se considerarmos o que ocorreu com a preparação para a Copa no ano passado.

    Agora, é torcer por medalhas nas arenas esportivas e por eficiência e competência extra jogo.  



    Publicado por jagostinho @ 18:53



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