Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 04dez

    ISTOÉ

     

    Planalto pede celeridade, mas oposição quer impeachment após recesso parlamentar

     

    Ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, defende que processo de impedimento tenha um desfecho o mais breve possível no Congresso; já no Senado, o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), defendeu o recesso legislativo

     

    Dilma_afp_483x303.jpg

    Em reunião realizada nesta quinta-feira, 3, no Palácio do Planalto com lideranças da base aliada da Câmara, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, defendeu que o processo de impeachment tenha um desfecho o mais breve possível no Congresso.

    Novas reuniões para tratar da estratégia do governo estão previstas ocorrer ao longo do dia.

    A ideia, segundo parlamentares presentes no primeiro encontro, é de atuar com celeridade enquanto não há uma definição pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao tema.

    No Senado, o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), defendeu o recesso legislativo e acredita que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff será mais forte se tiver continuidade só depois das festividades de fim de ano.

    “Mobilizar a sociedade nessa época do ano será uma tarefa um tanto quanto difícil. Temos Natal, Ano Novo, férias escolares, janeiro já emenda com o Carnaval, é difícil”, argumentou.

    As declarações são em resposta à tentativa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de cancelar o recesso legislativo, que começa em 22 de dezembro.

    Cunha gostaria de dar sequência ao processo de impeachment que ele mesmo autorizou na tarde de ontem.

    Coincidentemente, acelerar o processo, também é de interesse do Planalto, que acredita que o curto intervalo de tempo pode jogar à favor da presidente.

    O senador tucano fez um paralelo com o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor e acredita que é preciso mais pressão da opinião pública para que o afastamento de Dilma Rousseff aconteça.

    “O impeachment do Collor nasceu na rua e veio para o Congresso Nacional. Agora o pedido nasce no Congresso e tem que ir para a rua. A sociedade precisa se manifestar mais claramente, não apenas nas pesquisas de opinião. Só vai ter impeachment se houver rua”, afirmou.

    Na tarde desta quinta, o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PC do B-MA) protocolou no STF o primeiro mandado de segurança contra o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    O recurso foi distribuído ao ministro Celso de Mello. A distribuição é feita por sorteio.

    O argumento do deputado é que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deveria ter dado a oportunidade de Dilma apresentar defesa ao Congresso antes de acolher o pedido de impedimento.

    “Ao fazê-lo sem notificar previamente a presidente para que oferecesse resposta, (Cunha) violou os princípios do devido processo legal, de ampla defesa e do contraditório”.

    Segundo lideranças da base aliada da Câmara, na reunião realizada com o ministro Ricardo Berzoini também ficou o entendimento de que o governo vai monitorar e atuar diretamente na montagem da Comissão, que será responsável pelo avaliação do processo de impedimento da presidente.

    No Senado, Cunha Lima acredita que o clima de impeachment ainda está interiorizado no Congresso Nacional, o que é prejudicial para que se concretiza.

    “Esse clima está muito voltado para o ambiente político. E se deixar nas mãos da maioria dos políticos, ele vai ser cozinhado em banho-maria e não vai levar à lugar nenhum”, defendeu.

    Nessa perspectiva, o recesso ajudaria a superar o período de Natal e dar mais chances à oposição de mobilizar as ruas.

    A opinião de Cunha Lima segue a mesma linha de Aécio Neves (PSDB-MG), que se posicionou à favor do recesso e da reaproximação dos parlamentares aos seus estados ainda na noite de ontem.

    O senador conversou por telefone com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também é favorável ao recesso.

    Por outro lado, outro tucano, José Serra (SP), prefere que o processo siga o quanto antes.



    Publicado por jagostinho @ 09:12



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.