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    PARANÁ ONLINE

     

     

    Família vive drama desde que córrego engoliu a entrada de casa

     

     

    No dia do temporal grande parte da estrutura caiu no córrego. Foto: Pedro Serápio/Arquivo.

     

    O tempo de quem espera, não é igual ao de quem providencia os reparos na capital.

    Essa constatação tem sido vivenciada dia após dia pela família Nadolny, que desde 22 de novembro, quando uma forte chuva de granizo deixou um rastro de estragos pela cidade, ficou com o seu direito de ir e vir comprometido pelo risco de cair no córrego em frente à casa onde o casal e os dois filhos (um de quatro anos e outro de 13) vivem na Rua Dom Pedro I.

    Isso porque, o muro de contenção e a pista por onde trafegavam os carros até então foram engolidos pelo córrego no fatídico domingo.

    Se no dia da chuva, a classificação para a ocorrência atendida pelo Corpo de Bombeiros era de que os moradores estavam ‘ilhados‘, agora, após quase duas semanas sem qualquer ação efetiva para garantir a segurança dos Nadolny, eles passaram a ser reféns da omissão do poder público.

    A nota de esclarecimento da Prefeitura de Curitiba reforça essa conclusão, uma vez que ela informa que ‘interditou o recuo frontal da residência, no entanto, não foi constatado risco estrutural da casa‘.

    O problema é que esse recuo frontal interditado é a única opção de passagem de quem entra ou sai da residência.

    Diante de um histórico de descaso, pois nos últimos cinco anos foram registrados vários pedidos de providências no 156 para a rachadura no muro de contenção do córrego, os Nadolny  decidiram alugar um imóvel para morar, apesar dessa propriedade ser da família há mais de 30 anos.

    ‘Não me sinto tranquilo. Meus filhos passam pela faixa de recuo todo dia para ir à escola. A qualquer momento pode desabar‘, desabafa o agrônomo Marcos Nadolny, 39 anos.

    Para ele, a falta de atenção por parte do poder público municipal ficou evidente quando o caminhão de coleta de lixo deixou de trafegar na pista que desapareceu.

    ‘Isso é negligência‘, disse.  ‘Todo dia cai mais um pouquinho de terra no córrego, desde aquele domingo esse recuo ficou mais estreito‘, acrescenta a esposa de Marcos e professora, Andrea Taras Nadolny, 40.

    O receio de Marcos e Andrea não é por acaso.

    O tenente Tiago Alves de Carvalho, do Corpo de Bombeiros, que prestou atendimento à família no dia da chuva considerou que ainda havia risco de novos desmoronamentos.

    ‘Isolamos o local e fizemos um caminho com lona, porque ainda há risco de desbarrancar mais faixas de terras‘.

    Acumulando prejuízos

    Para conseguir cumprir com seus deveres profissionais, o agrônomo teve que alugar um carro na semana passada para ir trabalhar porque não há mais a passagem para retirar os automóveis de casa.

    Na tarde de quarta-feira, a Tribuna presenciou a retirada dos carros da garagem por um guindaste, alugado por conta.

    Entre as despesas com a contratação do guincho e o aluguel da casa para onde irão se mudar, os prejuízos acumulados pela família já ultrapassam R$ 6 mil.

    ‘Ou vivemos em uma casa ilhada com risco de desabar ou saímos e arcamos com as despesas‘, relatou Marcos.

    O problema se estende por toda região, que exibe muros e solos rachados. A vizinha ao lado da casa de Marcos já teve o muro derrubado pelo assoreamento inúmeras vezes.

    Questionada pela Tribuna do Paraná sobre a série de transtornos, prejuízos e riscos enfrentados pelos Nadolny, a Secretaria Municipal de Urbanismo explicou que vai providenciar a implantação de uma contenção provisória, como obra emergencial, para evitar que a erosão aumente no local.

    A execução está prevista para as próximas semanas. A ausência de uma ação imediata naquele trecho e a demora na execução dessa solução temporária, segundo a SMU, tem relação com os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

    Como já estão em execução os trabalhos de contenção nas margens dos córregos na região, que começou no bairro Guaíra e integra a ação de Controle de Cheias do Rio Pinheirinho, a Prefeitura não é autorizada a gastar novos recursos naquilo que é considerado a mesma obra.

    O problema é que devido à extensão do córrego, somente daqui um ano essa melhoria está prevista para chegar ao trecho da Rua Dom Pedro I.



    Publicado por jagostinho @ 13:08



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