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  • 29abr

    O ESTADÃO

     

    Comando da PM vê uso de tática de guerrilha urbana em protestos

     

    Até as 19h, PM havia registrado 22 prisões na Grande São Paulo e três policiais feridos; foram 50 pontos de bloqueio

     

    Grupos pequenos apareciam de repente e faziam uma barricada, ateando fogo a pneus e madeiras.

    Quando a polícia se aproxima, em vez de resistência, a retirada rápida.

    Não muito longe, em outro ponto, novo bloqueio, levando à dispersão e divisão das forças da ordem, uma verdadeira “greve de guerrilha”.

    É assim que o comando da polícia de São Paulo viu a tática adotada pelos movimentos populares e sindicatos a fim de bloquear avenidas e impedir o tráfego no Estado na greve geral.

    Foto: ALEX SILVA / ESTADÃO
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    Polícia confrontou manifestantes no Largo da Batata, em São Paulo

    Para o comando da PM, “doutrinariamente”, a tática desta sexta “é de guerrilha urbana”, com a “inquietação, intervenção e dispersão”.

    Os bloqueios feitos por manifestantes envolveram sem-teto que vivem em prédios tomados no centro.

    Cada grupo organizou uma ação.

    Até as 19 horas, a PM havia registrado 22 prisões na Grande São Paulo – 16 na capital e cinco em Osasco.

    Três policiais foram feridos em confrontos – um dos quais atingido por uma garrafada no rosto.

    A Coordenação Operacional da PM colocou, desde as 5 horas, todas as Forças Táticas da PM nas ruas.

    A Tropa de Choque foi dividida entre a Marginal do Pinheiros e Guarulhos, por causa do Aeroporto de Cumbica.

    Em todo Estado, aconteceram cerca de 50 pontos de bloqueio de vias – 30 dos quais na Grande São Paulo.

    O protestos das centrais provocou outro efeito: o mapa da lentidão do trânsito na cidade feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego ficou próximo de zero das 10h30 às 16 horas, mais de 80% abaixo da média inferior de congestionamento registrado nas sextas-feiras.

    Esse efeito da greve foi sentido até pelo comandante-geral da PM, coronel Nivaldo Restivo. Ele planejou sair com uma hora e meia de antecedência para ir ao evento pela manhã em Pirituba, na zona oeste, e chegou uma hora adiantado.

    O trânsito também ajudou as forças de segurança, diminuindo o tempo de reposta da PM.

    “O resultado foi bom. Tínhamos como objetivo impedir o fechamento das ruas em São Paulo e não se manteve fechada nenhuma rua. Era o tempo de a unidade de serviço chegar, requisitar apoio, quando necessário, e desobstruir a pista.”

    A greve contou ainda com a estratégia inédita neste tipo de manifestação: a parceria entre sindicatos e movimentos sociais.

    Enquanto sindicatos mobilizaram trabalhadores para fazer piquetes em portas de fábrica e demais locais de trabalho, movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Central de Movimentos Populares (CMP) travaram vias importantes das cidades dificultando a chegada das pessoas aos locais de trabalho.

    “É a primeira vez que tem uma greve com unidade entre o movimento sindical e movimentos sociais fazendo com que a população sentisse que não tinha como chegar ao local de trabalho”, disse Raimundo Bonfim, da CMP.

    A CMP fez 22 ações em vias em São Paulo. A lógica era, segundo o líder do MTST, Guilherme Boulos, “dificultar o transporte”.



    Publicado por jagostinho @ 11:30



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