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  • 23maio

    UCHO.INFO

     

    Janot considera “imprescindível” a prisão de Aécio e Rocha Loures, flagrados em propinoduto da JBS

     

     

    Procurador-geral da República, Rodrigo Janot insiste na prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ambos afastados dos respectivos mandatos por decisão do ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Janot decidiu recorrer ao plenário do STF da decisão de Fachin, que na última semana negou o pedido de prisão de ambos os parlamentares gravados pelo presidente do Grupo JBS, Joesley Batista, e por Ricardo Saud, executivo do conglomerado.

    O procurador pede ao ministro-relator que reconsidere a decisão ou leve ao plenário, com a devida urgência, o caso para ser deliberado pelos onze ministros da Corte.

    Ao argumentar seu pedido, na forma de recurso, Janot ressaltou ser a prisão preventiva “imprescindível” para a garantia da ordem pública e da instrução criminal, uma vez que são considerados extremamente graves os crimes cometidos pelos dois parlamentares.

    “No tocante às situações expostas neste recurso, a solução não há de ser diversa: a excepcionalidade dos fatos impõe medidas também excepcionais”, escreveu Janot, ressaltando a excepcionalidade do caso.

    No documento encaminhando ao STF, o procurador insiste no fato de que as gravações e os grampos telefônicos confirmam que Aécio e Roca Loures “vêm adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato”.

    Janot frisou no recurso que a prisão não foi decretada no momento do flagrante do pagamento de propina para que os investigadores conseguissem mais provas contra os parlamentares.

    “Nesse sentido é importante destacar que a ação controlada requerida no bojo da Ação Cautelar 4315 não objetivou apenas monitorar o pagamento da propina destinada ao senador Aécio Neves, mas também os repasses de valores espúrios ajustados entre Joesley Batista, o presidente da República, Michel Temer, e o deputado Rodrigo Loures”, afirma Janot.

    Devido à influência e poder dos dois parlamentares, Janot considera que a liberdade dos dois pode gerar “uso espúrio do poder política” e “manter encontros indevidos em lugares inadequados”.

    Quem conhece minimamente o funcionamento da política nacional sabe que são reduzidíssimas as chances de Aécio Neves e Rodrigo Rocha Loures continuarem em liberdade e retomarem os respectivos mandatos.

    Loures assumiu mandato parlamentar na vaga deixada por Osmar Serraglio, atual ministro da Justiça.

    As provas colhidas na Operação Patmos, da Polícia Federal, contra Aécio e Loures são incontestáveis e por certo embasarão pedidos de cassação de mandato no Senado e na Câmara.

    Isso, se confirmado, coloca o senador mineiro e o deputado paranaense como réus na primeira instância da Justiça Federal, onde, ao contrário do que ocorre no STF, a lei é aplicada sem direito a bamboleios interpretativos.



    Publicado por jagostinho @ 14:03



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