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  • 12fev

     | Marcelo Elias/Gazeta do Povo/Arquivo

    Foto:- Marcelo Elias/Gazeta do Povo/Arquivo

     

    Conheci Aloar, nas eleições de 1970, durante a cobertura da Rádio Universo, onde Aloar era um dos locutores e eu um apontador que apanhava os resultados nas papeletas do TRE e levava até ele.

    No intervalo da Voz do Brasil, das 19 às 20 horas, ensaiei um diálogo com Aloar, tímido e nervoso pois estava na frente de um dos maiores narradores esportivos do Paraná.

    Ele, sempre solícito e afável, modesto e generoso deu-me atenção e perguntado por ele respondi que estava no quarto ano de Engenharia Química na Federal.

    Ele, bastante surpreso, indagou-me se o curso era difícil. Respondi que sim, mas já estava quase no final.

    Só que no meio da conversa confiei ao Aloar um desejo secreto: eu gostaria de ser radialista.

    Notei sua surpresa com minha revelação, mas não tocou mais no assunto.

    Para minha grande alegria, em Janeiro de 1971, um mês depois, através de um anúncio na própria Rádio Universo, ouvido por uma vizinha de minha mãe Monica, ele me convocava para comparecer no departamento de esportes da emissora.

    Voando, fui até até lá, mas foi me informado que naquele momento ele estava na redação da Gazeta do Povo.

    Na Gazeta ele disse: ” Vou fazer de você um radialista. Não é isso que quer?” Apenas acenei que sim.

    E ele concluiu: “prepare-se e ensaie num gravador, pois você vai estrear no sábado, dia 1º de Fevereiro, como repórter, no jogo Atlético e Rio Branco, na Baixada. Acredito que você será um ótimo profissional. Algo me diz que você será um sucesso”.

    Com seu apoio e muita compreensão nos meus momentos de nervosismo, no início da carreira, sempre me aconselhando com muita paciência e calma, predicados de um homem sangue bom.

    Imagino que não o decepcionei, pois anos depois, quando nos encontrávamos ele ressaltava que dos muitos profissionais que levou para o rádio, eu era a melhor escolha que fizera. Além de mestre, também, bondoso.

    Perdemos Aloar. Perda dolorosa. Um radialista que punha o coração no que fazia. Será um vazio impreenchível no meu coração.

    Minha singela homenagem: ALOAR ODIN RIBEIRO – AO MEU MESTRE COM CARINHO !



    Publicado por jagostinho @ 08:48



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