Deputados da base governista estão reunidos neste momento, já noite de terça-feira (26) com a governadora Cida Borghetti no Palácio Iguaçu.

Buscam uma saída para a trapalhada em que o governo se meteu ao oferecer reajuste salarial aos servidores do Poder Executivo de apenas 1% a pretexto de romper o congelamento imposto pelo antecessor, Beto Richa, e em vigor desde 2016.

Os demais Poderes (Judiciário, Ministério Público, Defensoria…) que têm orçamentos próprios já decretaram que o reajuste para seus servidores será de 2,76%, índice igual à inflação dos últimos 12 meses.

E já avisaram que não abrem mão deste “direito”. Os do Executivo passaram a se achar “menos iguais” e exigem o mesmo nível de reposição. Cida e seu secretário da Fazenda dizem ser impossível atender a reivindicação.

Tudo isto é resultado da TPE – Tensão Pré Eleitoral. Na ânsia de buscar bom relacionamento com o funcionalismo, a governadora Cida Borghetti acabou por conseguir exatamente o contrário.

Os servidores já estavam conformados – ou quietos, pelo menos – com o que já lhes parecia sem solução – mas já que se falou em romper o congelamento, então por que não 2,76% para todos?

A TPE é um mal que aflige muito também os deputados.

São eles que votam o projeto de reajuste e, claro, veem nisso a oportunidade de tirar proveito para conquistar simpatias e votos do organizado, combativo e numeroso contingente eleitoral representado pelos servidores públicos.

Está formado o impasse.

Se a governadora tivesse ficado quieta no seu canto e, de cara, já dissesse que o congelamento já estava previsto e aprovado pelo orçamento que herdou do antecessor, o alvoroço não teria ocorrido.

Foi um erro político que agora ninguém sabe como resolver.