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  • 08out

    GAZETA DO POVO

     

    Delegado Francischini é o deputado estadual mais votado da história

     

     

    Albari Rosa / Gazeta do Povo

    Um dos braços direitos do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Francischini (PSL) é o candidato a deputado estadual mais votado da história do Paraná.

    Delegado licenciado da Polícia Federal, o londrinense de 48 anos recebeu 427.742 votos neste domingo (7).

    De quebra, carregou mais sete parlamentares, fazendo do PSL a maior bancada na Assembleia Legislativa a partir de 2019.

    A vida político-partidária de Francischini teve ascensão meteórica.

    Ex-membro do Exército e da Polícia Militar, ficou nacionalmente conhecido pelas prisões do traficante colombiano Juan Carlos Abadia e do contrabandista Law Kim Chong, já na Polícia Federal.

    Graças a isso, elegeu-se deputado federal pela primeira vez em 2010.

    Reelegeu-se em 2014 e logo foi convidado para assumir a Secretaria de Estado da Segurança Pública, na segunda gestão Beto Richa (PSDB).

    No cargo, comandou a atuação da Polícia Militar no episódio que ficou conhecido como “Batalha do Centro Cívico”.

    Era tarde de 29 de abril de 2015, quando servidores estaduais – sobretudo professores – protestavam em frente à Assembleia contra um projeto de lei do governo do estado que mexia na Paranaprevidência.

    Com a casa cercada por policiais para evitar a entrada dos manifestantes, houve um confronto generalizado por quase duas horas. 213 pessoas ficaram feridas.

    Sobre o assunto, Francischini diz que o resultado deste domingo mostra que a população quer cada vez mais um país ordeiro, com lei e ordem.

    “Cumpri a minha obrigação técnica naquele dia. Mesmo respeitando o direito de manifestação dos professores, não podia deixar que uma parcela de arruaceiros do MST e de sindicatos quebrassem o Centro Cívico.”

    O deputado do PSL admite que não esperava uma votação tão estrondosa, mas argumenta que ela é reflexo de, a pedido de Bolsonaro em nome de um projeto de país, ter aberto mão do objetivo maior de disputar o Senado pelo Paraná.

    Mas, apesar da proximidade com o vencedor do 1º turno na disputa presidencial, o parlamentar nega, ao menos por ora, que tenha a intenção de assumir algum cargo em Brasília em caso de vitória do candidato do PSL..

    “Nunca tivemos conversas de cargo. Até porque ele tem o objetivo de ocupar ministérios menos políticos e mais técnicos. E essa mudança só se manterá se o discurso for aplicado na prática”, diz Francischini.

    “Minha votação gera uma obrigação muito grande no Paraná, inclusive de cuidar dessa grande bancada eleita, na defesa de princípios e valores.”

    Em relação à atuação dele na Assembleia, afirma que pretende legislar menos – já que os grandes temas se concentram no Congresso – e ajudar mais no elo entre o Paraná e o governo federal.

    Já sobre a relação que a bancada do PSL terá com Ratinho Junior (PSD), ele destaca que o governador eleito apoia Bolsonaro, o que certamente facilitará um entendimento.

    “A tendência é de alinhamento”, resume.



    Publicado por jagostinho @ 09:05



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