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  • 13out

    PARANÁ PORTAL/PEDRO RIBEIRO

     

    PT, que rasgou e incendiou a Bandeira brasileira, se curva e usa, agora, as cores da Bandeira na campanha

    Enfim, o PT, que já resgou e queimou a Bandeira brasileira em praça pública, se rende e se curva diante do verde e amarelo.

    Coordenadores da campanha  divulgaram na quarta-feira nova logomarca da campanha à Presidência da República nas cores verde, amarela  e azul e sem o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Na imagem aparece apenas o nome do candidato, Fernando Haddad e de Manuela D’Ávila, vice na chapa.

    Para lembrar, nas peças do primeiro turno da disputa, o nome de Haddad era diretamente associado a Lula com a frase “Haddad é Lula” na cor vermelha, característica do PT.

    Resta saber se o candidato continuará sua visita semanal na cadeia em Curitiba para pedir bênção de Lula e orientação para a campanha.

    O PT planeja lançar uma “frente democrática” no segundo turno, em defesa da candidatura do preposto do presidiário Lula da Silva, Fernando Haddad.

    Sob a coordenação de Jaques Wagner, a legenda tenta pregar mais uma peça na população brasileira, dizendo que o PT pode ser o bastião da democracia ante o avanço da candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL).

    Com o PT a democracia sempre esteve em risco.

    Basta ver que, no momento em que Lula ocupava a Presidência da República e o partido desfrutava de expressivo apoio popular, a legenda optou por subverter a democracia representativa, comprando parlamentares por meio do esquema que depois ficaria conhecido como mensalão.

    Mesmo após a confirmação do caso, o PT não fez nenhuma autocrítica.

    Os petistas nunca pediram desculpas à população brasileira por terem desrespeitado o princípio constitucional de que todo o poder emana do povo – sob o jugo do PT, o poder emanava do dinheiro periodicamente pago aos parlamentares.

    Não satisfeito com o mensalão, o PT instalou outro esquema de corrupção do sistema político, o petrolão, com o uso das estatais para intermediar a compra de apoio político em troca de benesses econômicas.

    Além de os valores desviados das empresas públicas terem atingido cifras até então inauditas – o escândalo do mensalão ficou parecendo manobra de principiante –, o petrolão representou um novo grau de subversão do poder.

    Era a apropriação de todo o aparato do Estado por parte de uma causa político-partidária. Evidentemente, esse cenário não é compatível com o que se espera de uma democracia pujante.

    Nos últimos tempos, o PT voltou a mostrar seu desprezo pelas instituições republicanas.

    A legenda instalou uma autêntica cruzada contra o Poder Judiciário, simplesmente porque várias instâncias da Justiça entenderam que Lula da Silva também devia estar submetido ao regime da lei.

    A absoluta evidência de que o ex-presidente petista pôde exercer um amplíssimo direito de defesa não foi motivo para que o PT interrompesse suas imprecações contra o Judiciário.

    Seguiram com sua infantil postulação de que todo o Estado Democrático de Direito deveria se curvar ao grande líder.

    Nos regimes admirados pelos petistas, o Judiciário não tem a audácia de condenar líderes populares por corrupção e lavagem de dinheiro.

    Neste ano, Lula da Silva e seu séquito fizeram de tudo para desrespeitar as regras eleitorais, com uma massiva campanha de desinformação, pregando que, se o demiurgo de Garanhuns não pudesse se candidatar, a eleição seria uma fraude.

    “Eleição sem Lula é golpe”, repetiram por todo o País. Sem nenhum apreço pelo princípio da igualdade de todos perante a lei, a fantasiosa argumentação era um descarado pedido de privilégio para o sr. Lula da Silva.

    Segundo os petistas, a Lei da Ficha Limpa não podia ser aplicada ao grande líder.

    E para que não pairasse nenhuma dúvida de que continua havendo nas hostes petistas uma profunda ojeriza pelos princípios democráticos, o programa de governo do candidato Fernando Haddad foi talhado nos moldes do modelo bolivariano.

    Sem cerimônia, o PT prega um “novo processo constituinte: a soberania popular em grau máximo para a refundação democrática e o desenvolvimento do País”.

    A legenda promete subverter a democracia representativa.

    Além de instalar conselhos populares, ela quer “expandir para o presidente da República e para a iniciativa popular a prerrogativa de propor a convocação de plebiscitos e referendos”.

    Também fala abertamente em “instituir medidas para estimular a participação e o controle social em todos os Poderes da União e no Ministério Público”.

    Para coroar suas pretensões autoritárias, os petistas mencionam a necessidade de um “novo marco regulatório da comunicação social eletrônica”.

    A atual liberdade tem incomodado suas pretensões autoritárias.

    Quando o PT pede votos em favor de Fernando Haddad, que seria o campeão da defesa democrática do País, falta-lhe credibilidade.

    O passado e o presente o desmentem.



    Publicado por jagostinho @ 15:22



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