O procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, está inconformado com os resultados da sessão do STF que, na tarde desta quinta-feira, se encaminharam para o reconhecimento da constitucionalidade do decreto presidencial que ampliou em demasia os direitos ao indulto de condenados presos pela Justiça.

Pela primeira vez na história, crimes de corrupção passaram a ser abrangidos pelo benefício do indulto.

Pelo Twitter, Deltan afirma que se o decreto de indulto que valerá para 2018 for idêntico ao assinado por Temer no ano passado, “pelo menos 21 condenados por corrupção só de Curitiba serão completamente perdoados depois de cumprirem só 20% da pena e sairão pela porta da frente da cadeia sem pagarem o preço devido por seus graves crimes.”

“Ou seja – diz ele – 80% do que a Lava Jato representou em termos de Justiça nesses 21 casos será desprezado. Hoje ainda não é o fim dessa história.”

Embora interrompido com um pedido de vista do ministro Luiz Fux, o placar favorável ao super-indulto está em 6 a 3 e, se não houver mudança de entendimento, “o presidente estará livre para indultar quem quiser e como quiser, o que coloca a Lava Jato sob imenso risco.”