O vai-não-vai da alta do pedágio nas rodovias do Anel de Integração chegou a um ponto final: sim, as tarifas vão subir, só não se sabe se neste sábado, 1.º de dezembro, data-base anual, ou se nos próximos dias.

A tentativa de barrar qualquer aumento foi por terra na 1.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, que negou a liminar pedida pelo governo estadual para negar o aumento.

A juíza Thais Machado entendeu que, por contrato, não há como impedir as concessionárias de reajustar as tarifas pelo menos de acordo com o índice da inflação dos últimos 12 meses. 

E foi exatamente isto que as seis pedageiras que administram o Anel de Integração vão fazer.

Com ou sem autorização do DER e da Agência Reguladora, ela vão aplicar a inflação de 4,5% acumulada no ano.

Com exceção da enroladíssima Econorte – que administra o trecho da BR-369 (Jacarezinho-Londrina) -, as outras cinco concessionárias apresentaram esta semana ao DER a nova tabela a ser cobrada em cada uma de suas praças.

O DER não deu resposta, o que não as impede de impor o reajuste.

A diferença deste ano em relação ao histórico dos 20 anos passados é que as pedageiras pareceram conformadas em aplicar apenas a inflação, deixando de lado as fórmulas complicadas que lhes dariam direito também a somar a alta de outros custos, obras realizadas e não previstas, degraus tarifários remanescentes de anos anteriores etc.

Com certeza, porém, elas não perderão dinheiro: vão se creditar dos valores não incluídos em 2018 para cobrança no final do contrato de licitação, em 2021.

Esta diferença será paga pelo “poder concedente”, isto é pelo governo – ou melhor, isto é, por você.