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  • 20maio

    PARANÁ PORTAL

     

    Mesmo com tempo nublado, Curitiba tem potencial para usar energia solar

     

    Energia solar

    O assunto, aliás, ganha ainda mais relevância nesta época do ano.

    Em maio, por conta de chuvas menos frequentes onde ficam os reservatórios das usinas hidrelétricas, o Governo Federal adotou, mais uma vez, a bandeira amarela na tarifa e deixou a conta de luz mais cara.

    Já no caso da “energia solar curitibana”, apesar de as nuvens sugerirem o contrário, se existe qualquer claridade, é porque há luz; e se há luz, a radiação solar está presente; e se há radiação solar, então é possível gerar eletricidade.

    “E temos que olhar não só a radiação de um determinado dia, mas uma média ao longo do ano.

    Consegue-se gerar em Curitiba e qualquer lugar do Paraná com valores significativos, maiores do que em muitos países europeus”, explica o Engenheiro Industrial Elétrico Gerson Máximo Tiepolo, especialista no assunto e conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR).

    Tiepolo salienta que, no Brasil, o modelo mais utilizado não possibilita acumular energia.

    O arranjo é basicamente formado por placas fotovoltaicas, que convertem a radiação solar em eletricidade, abastecendo equipamentos eletroeletrônicos em todos os cômodos da casa.

    O sistema é interligado à rede de distribuição local. Caso o consumo seja maior do que a geração doméstica, a energia que falta vem da rede da Copel (no caso do Paraná).

    Já se a geração for maior do que o consumo, o excedente é injetado na rede local e o consumidor ainda ganha créditos para usar nos meses seguintes.

    E para ter em casa?

    O Engenheiro Eletricista Sérgio Inácio Gomes, conselheiro do Crea-PR, explica que os sistemas fotovoltaicos podem ser uma boa alternativa para economizar na conta de luz, mas, antes, é preciso ter tudo na ponta do lápis.

    Segundo ele, cada consumidor pertence a uma categoria tarifária, que impacta na quantia paga pelo quilowatt/hora, de acordo com as classes.

    “Tem que saber interpretar a conta”, pontua. “Vários fatores são colocados na análise para se chegar à conclusão do payback, que é o tempo estimado para a compensação do retorno do investimento. Por isso, é importante ter um Engenheiro Eletricista como responsável técnico.”

    Sobre o valor do investimento, Gomes frisa que existem muitas variáveis, como a superfície disponível no telhado para se instalar os painéis, o consumo de eletricidade e as características climáticas da região, mas estima que a instalação residencial saia, em média, por R$ 15 mil.

    “O projeto tem que ser compatível com o consumo. É um investimento que se paga de seis a oito anos, é interessante fazer um planejamento”, afirma.

    Sustentável

    Além de economia, encarar o sol como fonte de eletricidade é uma questão de sobrevivência energética.

    O aumento no preço da gasolina e do diesel, e o próprio uso destes combustíveis fósseis no transporte e em usinas termelétricas, cuja influência nas mudanças climáticas vem sendo estudada à exaustão pela ciência, têm despertado o interesse por formas limpas de se gerar energia.

    As transformações que o planeta experimenta, inclusive, têm interferido no regime de chuvas e na disponibilidade de água para suprir a demanda em hidrelétricas, principal matriz enérgica do Brasil.

    “A complementação por fontes renováveis, como eólica e solar, é imprescindível. Hoje, temos em torno de 60% da matriz de energia vinda das hidrelétricas. Mas um dos problemas é que os grandes potenciais para a instalação de novas usinas já foram usados. O que ainda existe está no Norte e estamos falando de impactos ambientais”, ressalta Tiepolo.

    O conselheiro do Crea-PR frisa que a diversificação da matriz passa, necessariamente, por incentivos governamentais, como linhas de financiamento, descontos no IPTU e remuneração pela energia excedente: “a microgeração é extremamente benéfica, para que as perdas sejam menores, pois se está gerando e consumindo no mesmo local”.

    Um exemplo de uso energético 100% sustentável foi um projeto da Copel, que, neste verão, levou ao litoral do Paraná um contêiner para atender turistas.

    Equipada exclusivamente com painéis solares, a instalação foi capaz de abastecer bicicletas e patinetes elétricos, terminais de carregamento de celulares, além de ter sido autossuficiente no consumo de eletricidade e devolvido parte da energia gerada à rede da Copel.

    Sérgio Inácio Gomes destaca que o mercado dos painéis solares está em expansão e aparece, portanto, como um destino promissor para futuros profissionais.

    “É uma demanda presente e futura, que está crescendo e vai crescer ainda mais. Não só no Brasil, mas em todo o mundo”, acrescenta.

    Publicado por jagostinho @ 15:04



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