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  • 27jul

    RENOVA MÍDIA

     

    ‘Qualquer detalhe editado muda tudo’, diz Dallagnol sobre mensagens

     

    “Não podemos reconhecer autenticidade de um material quando ele não bate com a realidade”, afirmou o procurador Dallagnol

     

    'Qualquer detalhe editado muda tudo', diz Dallagnol sobre mensagens

     

    Em entrevista à rádio CBN Brasil, nesta sexta-feira (26), o procurador da República, Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, disse que sempre reconheceu que sua conta no Telegram foi atacada e que o hacker obteve informações verdadeiras, mas voltou a dizer que não reconhece a autenticidade dos diálogos publicados pelo site panfletário Intercept e outros veículos de imprensa.

    Durante a conversa, Dallagnol declarou:

    “Várias análises mostraram que os diálogos são falseáveis. A origem são pessoas acusadas de crimes, inclusive de falsificação, e quem tem o documento com os diálogos não o apresentou para verificação.”

    O procurador disse ainda que não se lembra da íntegra das mensagens publicadas:

    “São cinco anos intensos de Lava Jato, trocamos centenas de milhares de mensagens, é impossível lembrar dos detalhes. A inserção ou troca de uma palavra muda totalmente o contexto.”

    Ao ser questionado se algum descuido facilitou o ataque à sua conta no aplicativo de mensagens, o procurador afirmou que não, comparando sua situação à de uma vítima de estupro:

    “Nunca se coloca a culpa do estupro na pessoa que foi estuprada ou na roupa que ela estava usando. Se a pessoa age de forma legal, correta, não é culpada se alguém comete um crime contra ela.”

    Ele ainda disse que considera que a ação dos hackers foi elaborada:

    “Embora peritos digam que a ação não foi sofisticada, para mim, foi extremamente sofisticada, eles exploraram uma falha que eu ainda não entendi 100%.”

    Já sobre a atuação da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Dallagnol lembrou que a validade das atividades vai até setembro, e que a renovação tem sido feita anualmente pela Procuradoria Geral da República:

    “É um trabalho em pleno vigor de uma equipe de mais de 60 pessoas. Só nos mantivemos unidos todos esses anos porque concordamos que a atuação da força-tarefa é ética.”

    Publicado por jagostinho @ 10:15



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