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  • 31jul

    Convivi certo tempo com um típico diplomata de carreira, famoso pela ourivesaria untuosa que imprimia às palavras, e que me definiu a diplomacia do seguinte modo: – “Ipojuca, diplomacia é festa”.

    Ele dizia e repetia: – “Diplomacia é festa! Diplomacia é festa!”. Depois completava, ao seu modo, sobranceiro: “Se possível com muitos jantares e bons vinhos”.

    E, de fato, na sua Embaixada palaciana, em que pese o momento crítico em que submergia o Brasil, notadamente no plano econômico e político, era rara a semana em que a Embaixada brasileira, em país vizinho, não abria suas portas para oferecer jantares ou coquetéis invejáveis por conta da patuleia ignara.

    (De minha parte, achava aqueles festas um desperdício – não tanto, é claro, quanto os R$ bilhões despejados por Lula para júbilo das velhacas ditaduras comunistas da Venezuela, Cuba, Nicarágua. Equador e dos companheiros de viagem Uruguai, Argentina, Bolívia, Moçambique, Angola e outros países africanos).

    Querem saber o que penso da Diplomacia oficial?

    Exatamente o mesmo que Honoré de Balzac. O genial romancista da vasta “Comédia Humana”, considerava nas suas “Ilusões Perdidas” que a diplomacia era “a ciência daqueles que nenhuma ciência têm e que são profundos pelo próprio vazio” – o vazio fáustico das festas inúteis e das frases rebuscadas.

    Mas há outro tipo de diplomacia mais gravosa do que a diplomacia de festas e jantares: é a de diplomatas que, no dizer do velho Will Rogers, são tão essenciais em começar uma guerra quanto os militares em findá-las.

    Exemplo clássico desse assombro burocrático é a diplomacia de guerra levada a efeito contra os Estados Unidos pelos fanáticos Celso Amorim, o “Celsinho”, e Samuel Pinheiro Guimarães, o “Samuca”, ambos conluiados com Marco Aurélio Garcia, o “MAG Toc-Toc” à frente da política externa do Itamaraty vermelho nos governos de Lula e Dilma Rousseff, a Guerrilheira.

    Com efeito, no comando do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a troika se empenhou em sabotar, dia e noite, com requintes de perversidade, o Acordo de Livre Comércio das Américas (ALCA) proposto pelos Estados Unidos para instituir o desenvolvimento e a potencialização dos processos de integração da América Latina.

    O objetivo básico norte-americano era a eliminação gradual das barreiras alfandegárias entre os 34 países do continente, a reunir uma população de 850 milhões de consumidores para mobilizar, à época, um PIB inicial de US$ 20 trilhões formando aquilo que poderia se transformar no maior bloco econômico do mundo.

    A proposta era ambiciosa, mas factível. Todavia, Lula, Fidel Castro e Chávez, comunistas de babar na gravata, disseram “não”. Foi uma coisa sinistra.

    Um diplomata, então a serviço de Amorim, feito Embaixador em Washington (mais tarde inimigo declarado do governo Lula) para torpedear a ALCA, classificou o Acordo de “falsa odalisca de bordel” – a tanto se chegou.

    No histórico, os ministros do Itamaraty a partir do governo Sarney, passando por Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma, com maior ou menor intensidade, cultivaram uma diplomacia de puro antiamericanismo selvagem.

    Gente como o propinado Zé Serra, Lampreia, Celso Lafer, Amorim e o assaltante de banco Aluísio Nunes, ao exerceram o cargo, devotaram o mais fundo ressentimento, quando não um ódio mortal, aos Estados Unidos da América por ele representar o “capitalismo que deu certo”.

    Para essa patota, antes perfilar ao lado de genocidas e tarados como Fidel e Raul Castro, Hugo Chávez, Daniel Ortega, o cocaleiro Morales ou mesmo Manuel Marulanda Vélez, o “Tirofijo”, criador das criminosas FARCs.

    Essas breves observações diplomáticas vêm a propósito de quê?

    Bem, em entrevista recente, o presidente Bolsonaro, em resposta a mídia coatora, explicou que ia nomear o filho Embaixador na capital norte-americana, entre outros motivos, porque “desde 2003, os embaixadores brasileiros em Washington não fizeram nada de bom”.

    Síntese perfeita. Atirou na mosca!

    De fato, os embaixadores do Brasil em Washington, em sua generalidade, quando não colocavam empecilhos para firmar um diálogo produtivo entre as duas nações, tornavam-se arautos do antiamericanismo declarado, como no caso da atuação nefasta dos diplomatas amestrados de Lula face à proposta da ALCA.

    Antes, aliás, na vigência da “Nova República”, a coisa também desandava. Mesmo no governo Collor, tido como “de direita”, o embaixador em Washington era um intelectual da USP (que ficou famoso depois de dispensado do governo Itamar, quando deixou vazar à nação a seguinte norma de conduta: “Eu não tenho escrúpulos: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde debaixo do tapete”).

    Agora, para acabar com esse ciclo de antiamericanismo barato da diplomacia vermelha, em que prevalecia a legenda stalinista do “blame América first”, o presidente Bolsonaro, sempre lúcido, indica o deputado Eduardo Bolsonaro, seu filho, para ocupar o posto de Embaixador do Brasil em Washington.

    Mas quem é Eduardo Bolsonaro?

    Em primeiro lugar, o deputado federal mais votado do Brasil, com quase dois milhões de votos. Advogado formado pela UFRJ e inscrito na OAB, é casado e preside a Comissão de Relações Exteriores e da Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, em Brasília, eleito por larga margem de votos.

    Eduardo, que estudou e morou em Maine, nos Estados Unidos, fala melhor inglês do que o badalado Hamilton Mourão, além de ter aprendido a fritar hambúrguer – um “must” da culinária americana (mais importante do ponto de vista cultural do que tentar a leitura do ilegível “O Capital”, que alguns embaixadores vermelhos dizem que leram sem ter lido).

    Além do mais demais, EB é um parlamentar sério, competente e atuante.

    Entre seus projetos estão incluídos a necessária redução da maioridade penal, o fim do imoral auxílio-reclusão, a defesa do Agronegócio contra as invasões do MST, a expansão do livre-comércio e a revisão da política de cotas que marginaliza índios, pobres, brancos e deficientes.

    Em maio de 2016, como parlamentar, encaminhou corajoso projeto de Lei que criminaliza a propaganda nazista e comunista.

    Ele se mostra contrário à anistia do caixa 2, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos e defende, com unhas e dentes, em debates no plenário, o projeto anticorrupção do Ministério Público Federal – entre outras medidas de igual importância.

    Em março, quando da visita oficial a Donald Trump na Casa Branca, ao lado do pai, Eduardo Bolsonaro foi calorosamente recebido pelo Presidente americano, que o distinguiu com palavras de agradecimento pelo trabalho de aproximação entre os Estados Unidos e o Brasil. Foi um ato testemunhado pelo mundo.

    Diante do óbvio ululante, só um idiota chapado indicaria para o posto outra pessoa que não Eduardo Bolsonaro.

    E o Brasil, depois de alojar em Washington os “barbudinhos” do Itamaraty (royalties para Roberto Campos), sempre empenhados em destilar o antiamericanismo rasteiro, tem agora a chance de indicar para o posto uma figura especial com todas as credenciais para se tornar um Senhor Embaixador.

    Deus o tenha!

    Publicado por jagostinho @ 15:25



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