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  • 13set

    DIÁRIO DO PODER

     

    Catedrático adverte em Lisboa que o Brasil venceria invasores na Amazônia

     

    Em artigo, ele lembra que “a luta na selva nunca foi o forte da França”

     

    Infantaria de Selva do Exército Brasileiro na Amazônia. Foto:_ Comunicação Social do Exército

    Infantaria de Selva do Exército Brasileiro na Amazônia. Foto:_ Comunicação Social do Exército

     

    O Brasil possui um dos melhores exércitos especializados em combate na selva, num terreno que conhece, para enfrentar a invasão da Amazônia por forças militares estrangeiras, segundo o professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Carlos Blanco de Morais.

    Em artigo publicado no Diário do Poder e no jornal Público, o mais importante de Portugal, ele evidencia que a estratégia neocolonial é forjada com desinformação e interesses econômicos, que elegeram o presidente Jair Bolsonaro (PSL) como alvo.

    Mas conclui ser inverossímil uma invasão à Amazônia.

    A polêmica foi provocada por declarações do presidente francês Emmanuel Macron defendendo a “internacionalização” da Amazônia, hipótese que Morais considera “praticamente ficcional”.

    No texto, ele também alertou para os riscos de a cobiça internacional pelas riquezas da floresta amazônica levar invasores a repetir o fracasso vivido pela França no “inferno verde” do Vietnã.

    “Uma intervenção militar destinada a ocupar a Amazônia estaria votada ao insucesso. O Brasil possui um dos melhores exércitos especializados em combate na selva, num terreno que conhece”.

    “Ora, a luta na selva nunca foi o forte da França, que se arriscaria a um novo Dien Bien Phu no temível “inferno verde”, onde um dia desapareceu, sem deixar rasto, o experiente explorador Percy Fawcett”, escreveu Carlos Blanco de Morais, referindo-se ao feito militar histórico, quando o Vietnã colocou para correr invasores franceses.

    Ele também cita o artigo de um professor de Harvard, “Quem vai invadir o Brasil para salvar a Amazónia?”, em que foi dado o mote sobre a hipótese de invocação dos artigos 1.º , 39.º e 42.º da Carta da ONU, para autorizar o uso da força contra um Estado, em caso de rotura “da paz internacional”, equiparando-se essa rotura à “inércia” do Brasil em lidar com um “ecocídio”na Amazônia.

    “Não existe, hoje, esse risco, embora os militares brasileiros há muito o levem a sério. Semelhante ação militar seria vetada pelos EUA, Reino Unido e a China no Conselho de Segurança”.

    “Mais inverosímil, ainda, seria uma aventura militar da França fundada na noção de “responsabilidade para proteger” por razões humanitárias que, contrariamente ao que diz o professor de Harvard, jamais constituiu um principio de Direito Internacional geral que justifique o uso da força por um Estado contra outro”, conclui o constitucionalista português.

    Leia aqui o artigo completo.

    Publicado por jagostinho @ 17:06



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