ASSESSORIA DE OMPRENSA/EDUARDO MIRA
O programa da Prefeitura de Curitiba de acompanhamento de gestantes,
parturientes e seus bebês é o mesmo “Nascer em Curitiba Vale a Vida”, lançado em 29 de março de 1993 pelo então prefeito Rafael Greca.
À época, o secretário da Saúde era Armando Raggio. Em 1999, o prefeito que tinha Beto Richa como vice só fez trocar o nome para “Mãe Curitibana” por uma decisão de marketing.
Quem apresenta documentos e testemunhos que atestam isso é o ex-prefeito Greca.
Segundo ele, é um absurdo que um candidato a governador “minta e distorça essa história”.
“Para ser governador do Paraná é preciso ter a grandeza da dimensão histórica e jamais faltar com a verdade. O que o Beto faz é produto de marketing de uma pessoa incapaz de assumir os destinos do nosso povo”, critica Greca, que é deputado estadual e concorre à reeleição pelo PMDB.
Beto faz propaganda em sua campanha ao governo do Paraná dizendo que o programa “Mãe Curitibana” é criação do atual prefeito Luciano Ducci quando era secretário da Saúde de Curitiba em 99.
Ducci só se tornou prefeito porque Beto renunciou ao mandato dois anos antes de completá-lo para tentar chegar ao governo. Ducci era o vice de Beto.
O “Nascer em Curitiba” foi criado na gestão de Greca para preparar e acompanhar as mulheres na gestação e no pós-parto, incluindo cuidados com o recém-nascidos até os 5 anos de idade, lembra o ex-prefeito.
Ele mostra, inclusive, uma carteirinha de cidadania e saúde das mães curitibanas e seus bebês com capa ilustrada por um desenho do artista plástico Poty Lazarotto.
O desenho é o de uma gralha azul “cegonha”, que carrega no bico uma semente de pinhão, sugerindo um bebezinho.
Mães que tiveram seus filhos no período do “Nascer em Curitiba Vale a Vida” e médicos que acompanharam o programa se disseram surpresos com as declarações de Beto.
Franciele Gonzales, mãe de Eduarda Gabriela Martine, disse que o “Nascer em Curitiba” foi fundamental para sua filha, hoje uma menina saudável de 12 anos.
Ela se disse indignada com as afirmações do tucano sobre a origem do programa.
“O que Beto Richa está fazendo é um roubo. É o equivalente a roubar uma criança, trocar o nome dela e ainda por cima dizer que a filha é dele”, compara.
A médica infectologista Ciane Mackert atendeu a centenas de pacientes com gravidez de alto risco, como soropositivas de HIV, encaminhadas ao Hospital de Clínicas da UFPR pelo programa.
A médica é autora do livro “Deu positivo. E agora doutor?”, adotado por vários estados como referência em educação em Aids para leigos.












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