• 25ago

    ASSESSORIA DE OMPRENSA/EDUARDO MIRA

    O programa da Prefeitura de Curitiba de acompanhamento de gestantes,

    Eduarda e Franciele - mãe e filha

    parturientes e seus bebês é o mesmo “Nascer em Curitiba Vale a Vida”, lançado em 29 de março de 1993 pelo então prefeito Rafael Greca.

    À época, o secretário da Saúde era Armando Raggio. Em 1999, o prefeito que tinha Beto Richa como vice só fez trocar o nome para “Mãe Curitibana” por uma decisão de marketing.

    Quem apresenta documentos e testemunhos que atestam isso é o ex-prefeito Greca.

    Segundo ele, é um absurdo que um candidato a governador “minta e distorça essa história”.

    “Para ser governador do Paraná é preciso ter a grandeza da dimensão histórica e jamais faltar com a verdade. O que o Beto faz é produto de marketing de uma pessoa incapaz de assumir os destinos do nosso povo”, critica Greca, que é deputado estadual e concorre à reeleição pelo PMDB.

    Beto faz propaganda em sua campanha ao governo do Paraná dizendo que o programa “Mãe Curitibana” é criação do atual prefeito Luciano Ducci quando era secretário da Saúde de Curitiba em 99.

    Ducci só se tornou prefeito porque Beto renunciou ao mandato dois anos antes de completá-lo para tentar chegar ao governo. Ducci era o vice de Beto.

    O “Nascer em Curitiba” foi criado na gestão de Greca para preparar e acompanhar as mulheres na gestação e no pós-parto, incluindo cuidados com o recém-nascidos até os 5 anos de idade, lembra o ex-prefeito.

    Ele mostra, inclusive, uma carteirinha de cidadania e saúde das mães curitibanas e seus bebês com capa ilustrada por um desenho do artista plástico Poty Lazarotto.

    O desenho é o de uma gralha azul “cegonha”, que carrega no bico uma semente de pinhão, sugerindo um bebezinho.

    Mães que tiveram seus filhos no período do “Nascer em Curitiba Vale a Vida” e médicos que acompanharam o programa se disseram surpresos com as declarações de Beto.

    Franciele Gonzales, mãe de Eduarda Gabriela Martine, disse que o “Nascer em Curitiba” foi fundamental para sua filha, hoje uma menina saudável de 12 anos.

    Ela se disse indignada com as afirmações do tucano sobre a origem do programa.

    “O que Beto Richa está fazendo é um roubo. É o equivalente a roubar uma criança, trocar o nome dela e ainda por cima dizer que a filha é dele”, compara.

    A médica infectologista Ciane Mackert atendeu a centenas de pacientes com gravidez de alto risco, como soropositivas de HIV, encaminhadas ao Hospital de Clínicas da UFPR pelo programa.

    A médica é autora do livro “Deu positivo. E agora doutor?”, adotado por vários estados como referência em educação em Aids para leigos.

  • 25ago

  • 19ago

    JORNALISTA LUCIANO POMBO

    A partir da implantação da lei, o governo do Estado passou a poder conceder para a iniciativa privada a distribuição local de gás canalizado, as vias estaduais precedidas ou não da execução de obras públicas, o transporte rodoviário intermunicipal de passageiros, o transporte ferroviário intermunicipal ou que transponha as fronteiras do Estado, o transporte aquaviário intermunicipal de passageiros e o que procede a ligação de rodovia estadual e a exploração de obras ou serviços estaduais de barragens ou conteções precedidas ou não de execução de obras públicas.

    A mesma lei estabeleceu que a concessão de serviço público seria feita por meio de licitação, na modalidade concorrência e que venceria a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstrassem capacidade por sua conta e risco, por prazo determinado.

    Visando amarrar a cobrança de pedágio com obras que seriam executadas em um espaço de longo prazo, o projeto já previa que a concessão do serviço público seria precedida da execução de obras públicas de forma que o “investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado”.

    O próprio texto do projeto aprovado por Richa dizia que os “contratos poderão prever mecanismos de reajuste e revisão das tarifas, a fim de manter-se o equilíbrio econômico-financeiro”.

    Outro item era o de que o prazo do contrato de concessão não poderia ser superior a 25 anos, podendo ser prorrogado por igual período. No final da Lei Complementar, no artigo 41, diz que “fica o Estado autorizado a cobrar pedágio pela utilização de vias estaduais conservadas ou vias federais delegadas”.

    Após aprovada pela Assembléia com grande maioria de votos, a lei foi sancionada por Jaime Lerner.

    Discurso - Em campanha para o governo, parece que Richa esqueceu do texto que ajudou a aprova. Em recente entrevista, prometeu que irá despolitizar o assunto pedágio como governador.

    “O assunto pedágio foi objeto de demagogia em campanhas eleitorais anteriores. Vou chamar as concessionárias para o diálogo para chegar a um entendimento e vou fazer prevalecer o interesse público. Eu sei que é possível termos uma tarifa de pedágio justa e acessível e não uma tarifa incompatível com a realidade econômica do Paraná”, pontuou.

    Em outra entrevista, o tucano disse que tem disposição para conduzir um entendimento que compatibilize tarifas razoáveis com boas entradas.

    “Acredito que não seja do interesse das concessionárias comprometer a produtividade das empresas paranaenses, que tem sido onerada com as tarifas atuais.”

    Dos 54 deputados estaduais, apenas votaram contra o projeto Ângelo Vanhoni (PT), Emerson Nerone (PT), Irineu Colombo (PT), Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), Ricardo Chab (PMDB) e Péricles de Mello (PT). O deputado Florisvaldo Fier, conhecido como Dr. Rosinha (PT), estava em viagem autorizada para o Chile.

    Placar

    A votação da lei do Pedágio
    Favoráveis
    Ademar Traiano (PTB)
    Albanor Gomes (PTB)
    Antonio Anibelli (PMDB)
    Augustinho Zucchi (PPB)
    Basílio Zanusso (PFL)
    Beto Richa (PTB)
    Caíto Quintana (PMDB)
    Carlos Simões (PTB)
    César Seleme (PPB)
    César Silvestri (PTB)
    Cleiton Kiélsi (PFL)
    Duílio Genari (PPB)
    Durval Amaral (PFL)
    Edgar Bueno (PDT)
    Edno Guimarães (PFL)
    Edson Silva Lino (PPB)
    Eduardo Trevisan (PFL)
    Élio Rusch (PFL)
    Geraldo Cartário (PFL)
    Horácio Rodrigues (PL)
    Hidekazu Takayama (PFL)
    Irondi Pugliese (PPB)
    João Techy Filho (PPB)
    Joel Coimbra (PTB)
    José Maria Ferreira (PSDB)
    José Tavares (PTB)
    Julio Ando (PFL)
    Luiz Accorsi (PTB)
    Luiz Carlos Alborghetti (PFL)
    Luiz Carlos Martins (PFL)
    Luiz Carlos Zuk (PDT)
    Marquinhos Alves (PFL)
    Miltinho Alves (PFL)
    Neivo Beraldin (PPB)
    Nelson Garcia (PFL)
    Nelson Turek (PFL)
    Nereu Moura (PMDB)
    Orlando Pessuti (PMDB)
    Plauto Miro Guimarães (PFL)
    Renato Adur (PMDB)
    Reny Borsatto (PFL)
    Sâmis da Silva (PMDB)
    Sérgio Spada (PSDB)
    Toti Colaço (PMDB)
    Valdir Rossoni (PTB)
    Walmor Trentini (PFL)

    Contrários
    Ângelo Vanhoni (PT)
    Emerson Nerone (PT)
    Irineu Colombo (PT)
    Luiz C. Romanelli (PMDB)
    Ricardo Chab (PMDB)
    Péricles de Mello (PT)

    * Os deputados que não foram citados, não estavam presentes na votação
    * Os partidos acima correspondem às siglas em que os deputados estavam filiados no momento da votação

    OBSERVAÇÃO DESTE BLOGUEIRO: O hoje governador-tampão, Orlando Pessuti, deputado na época, também votou a favor do pedágio.

    A memória do povo é fraca, mas os anais da ALEP, não.


  • 08ago

    Estou enviando em anexo uma reportagem da Revista Veja de outubro de 1976, quando na campanha eleitoral foi proibido a participação de candidatos a vereador, em rádios e televisões, pela denominada Lei Falcão, somente permitindo a foto, nome e número dos candidatos.

    Isso aconteceu devido a eleição de 1974, quando permitido, o MDB elegeu 16 Senadores e um grande número de parlamentares. Para contestar a Lei Falcão, que criamos essa “NOSSA TELEVISÃO”.

    Elegemos 9 vereadores de 21 a composição da Câmara Municipal de Curitiba.

    Abraços,
    Sylvio Sebastiani


  • 15jul

    ASSESSORIA DE IMPRENSA/OSNI GOMES

    O deputado Marcelo Rangel (PPS), o primeiro a se manifestar oficialmente e assinar a Lei da Transparência organizada pelo manifesto “O Paraná que Queremos” comentou e comemorou ontem a aprovação do documento na Assembléia Legislativa.

    O projeto fixa regras de transparência para Executivo, Legislativo e Judiciário do Paraná, incluindo o Ministério Público, Tribunal de Contas, empresas públicas, autarquias e fundações.

    O documento de autoria da OAB chegou a Assembléia pelos deputados Marcelo Rangel (PPS), Tadeu Veneri (PT) e Ney Leprevost (PP), que o receberam em ato público na Boca Maldita, em Curitiba.

    Manifestações populares ocorreram em treze cidades do Paraná com o aval de cerca de 10 milhões de paranaenses signatários do documento popular, exigindo o cumprimento da lei para moralizar o comportamento dos órgãos oficiais do Estado.

    Nesta quarta-feira o deputado Rangel disse que se sentia feliz de participar deste momento histórico e que não tinha dúvidas da sua aprovação.

    “Sou autor legislativo deste projeto junto com os deputados Tadeu Veneri (PT) e Ney Leprevost (PP) e compartilho da autoria original que veio do clamor público e que foi consolidado em praça pública”.

    Sobre a desconfiança de alguns sobre o vício de origem e a possibilidade de ser um documento inconstitucional citou o parecer do professor da UFPR e mestre em Direito Público pela PUC-SP Marçal Justen Filho que ao final do documento cita:

    “A falta de transparência, só interessa àqueles que dela se aproveitam em benefício próprio.”

    Na manifestação na Boca Maldita o deputado Marcelo Rangel defendeu que é preciso ouvir com atenção o clamor das ruas e às manifestações dos mais representativos organismos da sociedade.

    Ele considera que “é imperativo subscrever e apoiar a decisão, pois as punições precisam ser exemplares para o resgate da imagem e credibilidade da instituição legitimamente constituída”, como já havia frisado na nota oficial do PPS e que foi apresentada na tribuna da Assembléia Legislativa do Paraná, no dia 19 de abril.

    A Lei da Transparência foi aprovada em Primeira Discussão com apenas dois votos contrários.

  • 03jun

    O PARANÁ QUE A ASSALEP QUERIA EM 2.003

    Funcionários que ingressaram na Assembléia Legislativa do Paraná, nos anos 60, principalmente quando da mudança  do Prédio da atual Câmara Municipal de Curitiba, para o novo Prédio  no Centro Cívico, em janeiro de 1963, quando Presidente o deputado Luiz Alberto Dalcanale, houve necessidade de aumento de funcionários, creio que aproximadamente passando para uns 500 servidores, que realizaram todos os serviços administrativos, da limpeza, ao cafézinho, das assessorias aos Gabinetes, da Direção, as Secretarias das Comissões, enfim, o atendimento era ainda burocrático, uma rotina complicada e lenta, por falta de mecanismo, o que hoje deveria ser toda informátizada.

    Aqueles funcionários deram tudo de sí, com dedicação, honestidade, aos  deputados estaduais, que marcaram uma época, registrada na História do Paraná em livros, dos jornalista Samuel Guimarães da Costa, Milton Ivan Heller e Túlio Vargas, entre outros.

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  • 30abr

    Como o assunto voltou à tona, e nossa memória é fraca, é bom refrescá-la.

    Na votação da Assembleia Legislativa, no ano de 2000, os 28 deputados da época, que votaram pela venda do Banestado foram estes:-

    Beto Richa
    Valdir Rossoni
    Ademar Traiano
    Carlos Simões
    Luiz Accorsi
    Custódio da Silva
    Basílio Zanusso
    Luiz Fernando Litro
    Cleiton Quielse
    Durval Amaral
    Élio Rusch
    Plauto Miro Guimarães
    Nelson Tureck
    César Seleme
    Duílio Genari
    Fernando Ribas Carli
    Edno Guimarães
    Nelson Garcia
    Geraldo Cartário
    Luiz Carlos Martins
    Divanir Braz Paula
    Ricardo Maia
    Hidekazu Takayama
    Miltinho Pupio
    Ricardo Chab
    Antonio Belinatti
    Luiz Carlos Alborguetti
    Moisés Leônidas

  • 11fev

    eBAND

    Uma das fotos

    A rede de televisão americana “ABC News” divulgou nesta quarta-feira fotos exclusivas do ataque ao World Trade Center, que desabaram em 11 de setembro de 2001.

    As imagens aéreas inéditas foram obtidas junto ao Instituto de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, sigla em inglês), um dos órgãos que investiga o incidente.

    De acordo com a ABC, foram fornecidas 2.779 fotos em nove CDs.

    As fotos foram tiradas de helicópteros da polícia.

  • 18jan

    Este blogueiro e Ermínio Gatti

    O tempo apaga muita coisa de nossas memórias. Mas, lembranças de um amigo permanecem para sempre. Há mais de 30 anos atrás conheci Ermínio Gatti ao hospedar-me em seu hotel, em Foz do Iguaçu,o Carimã, já portentoso naquela época.

    Do alto dos seus mais de oitenta anos, ainda comanda seus negócios como se fosse um menino. O hotel Carimã é sua menina dos olhos. Mora nele.

    Comendador Gatti, Tamandaré Gatti, O Pacificador Gatti, e tantas outras honrarias que recebeu, mostram o seu caráter e sangue bom. Um polido diplomata. Paulista que adotou Foz do Iguaçu como seu chão, hoje dignifica a cidade com sua vastíssima história de amor pelo Paraná.

    Depois de mais de trinta anos voltamos a rever-nos.  Cabelos mais brancos, mas jovialidade em pessoa, generoso e gentil,  juntos, curtimos um papo agradável.

    Ermínio Gatti hoje é sinônimo de Foz do Iguaçu. Acompanhou com  os seus empreendimentos o crescimento da cidade. E filho amado merece biografia. E tem. Presenteou-me com um exemplar do livro Gato Preto Gato Branco.

    Escrito por seu amigo, o jornalista e artista plástico Rogério Bonato, o livro descreve a trajetória de uma lenda viva do Paraná, Ermínio Gatti, que deixou o bairro onde nasceu, a Lapa em São Paulo, para fincar suas bases em Foz do Iguaçu.

    Foi um agradável reencontro. Que espero se repita com mais frequência. Valeu a pena.

  • 09nov

    BLOG DO FERNANDO RODRIGUES

    O Muro de Berlim caiu há 20 anos. Foi um evento simbólico para o fim do bloco soviético. Para o Brasil, veio tarde.

    O país tinha enfrentado 21 anos de ditadura militar (1964-1985). Estava em plena transição para a normalidade democrática.

    A Constituição redigida e promulgada em 1988 ainda foi idealizada dentro de um mundo bipolar que não existia mais na vida real –faltava apenas o Muro cair, o que ocorreu no ano seguinte.

    Esse é mais um dos azares históricos do Brasil. Se o Muro de Berlim tivesse caído em 1987 –ou se a Constituição tivesse sido redigida só em 1990– o país seria outro.

    Os políticos e a sociedade brasileira em geral ainda sonhavam com um mundo idílico que o Leste Europeu já sabia ser incompatível com a realidade.

    Por essa razão a Constituição de 1988 tabelava os juros em 12% (esse artigo já foi revogado) e garantia quase tudo para os cidadãos, sem saber exatamente como entregar a mercadoria.

    Roberto Campos (1917-2001) costumava brincar. Dizia que após a Constituição de 1988 todos poderiam pedir um habeas corpus preventivo a Deus para nunca morrerem.

    “É que o artigo 5º garante ‘aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida’, ou seja, eu não tenho como morrer”, dizia ele, gargalhando.

    Essa irrealidade ficou clara para todos logo depois da queda do Muro de Berlim. As misérias apareceram às claras nos países do antigo bloco soviético.

    Mostravam como foram ingênuos os deputados e os senadores constituintes de 1988. Alguns até bem intencionados, mas todos completamente descolados da realidade.

    Mas o Muro de Berlim caiu e aos poucos as coisas foram aos poucos se ajustando.

    A ponto de a Constituição de 1988 já ter sido emendada 64 vezes.

    Dá uma média de 3,1 alterações por ano –outro possível recorde brasileiro.

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